Mercado de fusões e aquisições em 2016 é o mais fraco desde 2009

fusões e aquisiçõesO mercado brasileiro de fusões e aquisições, um dos termômetros da economia, está em desaceleração em 2016. Nos cinco primeiros meses do ano, foram realizadas 244 transações – uma queda de 27% em relação ao mesmo período de 2015, quando houve 334 negociações. No comparativo de maio de 2016 com o de 2015, a redução foi de 38% (41 ante 66). Desde 2009, quando houve 212 transações nos cinco primeiros meses, um ano não tinha um número de operações tão baixo.

No comparativo com os outros meses, maio teve o pior desempenho do ano. Janeiro, fevereiro, março e abril apresentaram, respectivamente, 51, 43, 54 e 55 transações. Outro dado negativo: trata-se do pior maio desde 2005 (naquele ano, foram registradas 25 transações), inferior inclusive a maio de 2009, pós-crise econômica, que apresentou 42 negociações.

A região Sudeste, no acumulado do ano, continua concentrando o maior número de operações, com 64% (154 transações) do total. Na comparação com o ano passado, quando houve 247 negociações, o número é 37% menor. Somente em maio o Sudeste realizou 25 da 41 transações, redução de 56% em comparação ao mesmo período do ano anterior – em maio de 2015 foram 57 transações. Já a região Sul realizou 35 negociações no acumulado do ano, 8% inferior ao mesmo período de 2015 (38 transações).

O setor de Tecnologia da Informação (TI), como há algum tempo já se vê, é o líder em fusões e aquisições no Brasil – e em 2016 não está sendo diferente, com 18% do total de operações. No acumulado do ano, foram 45 transações, queda de 29% em relação ao mesmo período de 2015 (63 transações). Em seguida, estão os setores de serviços auxiliares e financeiro, que registraram 24 transações cada (ambos 10% do total). Porém, também apresentaram queda, se comparados a 2015, com redução de 31% e 11%, respectivamente.

De janeiro a maio deste ano, foram realizadas 115 negociações envolvendo capital estrangeiro, uma redução de 28% em comparação ao mesmo período do ano anterior (160 transações). Somente em maio, foram 18 transações por capital estrangeiro, menos 36% em comparação ao mesmo período de 2015 (28 transações). Estados Unidos, França e Reino Unido lideram as movimentações. Os EUA estão na frente, com 33% do total das transações no ano, com 38 negociações, 34% inferior na comparação com 2015 (58 transações).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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