Cenário político no pré-impeachment ainda preocupa empresariado

Apesar das mudanças promovidas pela presidência interina de Michel Temer, o empresariado se mantém preocupado com o Cenário Político (90%), muito provavelmente devido à instabilidade no período que antecede o julgamento de impeachment pelo Senado Federal da presidente afastada, Dilma Rousseff, previsto para o fim de agosto. É o que aponta a 116ª edição da Pesquisa Clima Empresarial LIDE-FGV, realizada com 404 CEOs, presidentes e outros líderes corporativos presentes no Almoço-Debate realizado nesta segunda-feira (8), em São Paulo. Já a Inflação é preocupante para 8% dos entrevistados, seguida do Câmbio (1%) e Crise Internacional (1%).

O levantamento coordenado por Fernando Meirelles, presidente do LIDE Conteúdo e professor titular da Fundação Getulio Vargas-Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), foi apresentado no final do evento que contou com exposição do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Questionados sobre a eventual condenação de Dilma Rousseff pelo Senado, somente 2% dos líderes empresariais acreditam que a presidente afastada será absolvida. Calculado pela FGV, o índice da pesquisa é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

Para o empresariado, o Cenário Político (58%) também está entre os fatores que impedem o crescimento das empresas (em julho, era 59%; em junho, 62%), seguido da Carga Tributária (24%), Nível de Procura (13%) e Taxas de Juros (5%). Segundo a pesquisa, a Política (36%) é a área que mais precisa melhorar, seguida de Educação (33%), Infraestrutura (17%), Saúde (9%) e Segurança (5%).

Nesta edição de agosto, os governos obtiveram índice de eficiência gerencial de 3,7 para a esfera federal (em agosto, também era 3,7, já com Temer, e em abril era 0,3, durante a gestão Dilma); 5,1 para estadual (no âmbito do Estado de São Paulo; ante 5,3 em julho) e 1,5 para a municipal (relativa à capital paulista, em julho era 1,4).

A pesquisa mostra, também, contínua elevação do índice de clima empresarial: 4,5 (ante 4,3 em julho, já na gestão do presidente interino Michel Temer, e frente à média de 2,2 obtida ao longo dos Almoços-Debates realizados em 2015, ao longo da gestão Dilma Rousseff). Para 35% dos empresários, a situação atual dos negócios piorou (em junho o índice era superior, 44%, e em julho, 36%); para 43% dos líderes, vai ficar igual (frente a 45% de julho); e 22% disseram que haverá melhoras (ante 19% de julho e 15% de junho).

O Brasil voltará a crescer em 2017 de acordo com 45% dos entrevistados (em julho, era 33%); para 42% somente em 2018 (51% no mês anterior); 7%, em 2020 (mesmo percentual da edição anterior); 4% em 2019 (7% em julho); e 2%, ainda neste ano (percentual similar ao mês precedente). Quanto às contratações, 22% dos líderes empresariais pretendem empregar neste ano (em julho eram 23%); 56%, manter o quadro atual de empregos (no mês anterior, era 55%); e 22%, demitir (frente 23% de julho).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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