Indicadores econômico-financeiros são importantes para a gestão das organizações

indicadoresIndicadores de sustentabilidade econômico-financeiros são índices que permitem fazer um prognóstico acerca da saúde e da continuidade das organizações. Esses parâmetros são subsídios para investidores e credores. Especialistas consideram seu uso importante para a gestão empresarial.

Em linhas gerais esses indicadores levam em consideração os fatores que podem influenciar o desempenho das companhias no curto, médio e longo prazos, e são diferentes para cada área de atividade. “Os indicadores são variados para cada área de negócio e não levam em conta apenas fatores econômicos, mas também sociais e ambientais, considerando a possibilidade de impacto em cada área. Uma empresa de mineração tem indicadores de sustentabilidade ambiental diferentes dos de um banco, por exemplo, visto que os impactos de um desastre ambiental são muito maiores para a sustentabilidade do negócio”, afirma o superintendente de Relações com Investidores do Itaú-Unibanco Holding, Geraldo Soares.

Diversas organizações mantêm indicadores que são respeitados e reconhecidos por agentes de mercado. É o caso do Dow Jones Sustentability Index World (DJSIW), criado em 1999 pela Bolsa de Valores de Nova York. Ele avalia a sustentabilidade financeira das empresas consideradas de nível global nos seus setores e cria uma lista dos melhores resultados. “Eles enviam um questionário com perguntas sobre diversas áreas da companhia e em setembro informam os melhores. A cada ano eles são mais rigorosos. O Itaú e a Cemig são as únicas empresas brasileiras que estão no índice desde sua primeira edição”, afirma Soares. O DJSIW de 2015 tem 317 organizações, das quais cinco são brasileiras.

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), iniciativa pioneira na América Latina. O indicador analisa comparativamente a performance das empresas listadas na Bolsa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

Para Soares, os indicadores mostram o que os investidores internacionais estão procurando e permitem que a gestão se aperfeiçoe. “Para nós, o DJSIW é uma ferramenta de benchmarking. Eu vejo quem está em melhor posição do que a minha no ranking, pesquiso o porquê e analiso a possiblidade de implementar melhorias em minha gestão.”

Sob essa perspectiva internacional surgiu o conceito de Relatos Integrados (IR na sigla em Inglês), em que as organizações apresentam informações financeiras e não financeiras, visando a uma comunicação clara e eficiente de como transformam recursos em valores. Além de mostrar ao mercado que as empresas seguem um padrão internacional de comunicação de suas atividades, o IR auxilia as companhias a pensar suas estratégias de forma integrada.

Eduardo Flores, alternate member do conselho internacional do IR (The IIRC), defende a tese de que a contabilidade é um grande banco de dados, e, portanto, capaz de auxiliar a gestão na sustentabilidade das empresas. “O profissional da contabilidade é o portador dessas informações. Com base nelas, ele pode buscar um lugar mais estratégico na organização, sobretudo, no que se refere ao processo de comunicação com agentes externos às organizações, como, por exemplo, credores e investidores.” Soares também destaca o papel central do profissional da contabilidade na consolidação dos indicadores. “Divulgar informações sem consistência contábil não atende o mercado. E o profissional da contabilidade conhece todas as informações que são requeridas nos indicadores, está apto a prestar uma consultoria qualificada.”

A importância e a contribuição dos indicadores econômico-financeiros para a análise e gestão dos negócios corporativos serão temas do painel Indicadores para a Sustentabilidade Econômico-Financeira das Organizações, no 20.º Congresso Brasileiro de Contabilidade, que será realizado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Fortaleza, de 11 a 14 de setembro. Participarão Geraldo Soares e o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras, Ariovaldo dos Santos, coordenados pela conselheira do CFC Gardênia de Carvalho. A programação completa e inscrições podem ser conferidas no site cbc.cfc.org.br.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *