Dificuldades de manter uma startup funcionando no Brasil

O futuro dos negócios não está  mais restrito apenas a grandes empresas multimilionárias. Cada vez mais, o mercado olha de maneira ansiosa para startups de diversos segmentos, procurando adivinhar de qual delas o próximo projeto revolucionário nascerá. Porém, por mais complicado que pareça montar uma startup do zero, mais difícil ainda  é  mante-la funcionando, principalmente no Brasil.
Enquanto alguns países já reconhecem que as startups podem trazer um futuro promissor para a nação, e por isso oferecem facilidades para a consolidação delas, o Brasil ainda precisa melhorar, e muito, a receptividade a esse tipo de empresas.

Veja a seguir uma lista com 5 elementos que merecem análise no cenário de startups brasileiras, segundo Caio Bretones, CEO da startup Mobile2You, que se encaminha para seu 6º ano no mercado, especializada na criação de aplicativos para diversos segmentos.
1 – Aumento de incentivos governamentais
Enquanto empresas como Itaú e Porto Seguro criam incubadoras para incentivar pequenas empresas, essas ações pontuais não são suficientes para um país tão grande e diverso com o Brasil. O governo federal também precisa exercer um papel no crescimento das startups brasileiras. “Facilidades e incentivos fiscais e governamentais que deveriam ser dados são escassos. Se uma startup estiver contando com a ajuda do governo para se manter em pé,  é  quase certo de que ela não irá  durar muito tempo”, diz Caio Bretones.
2 –  Falta de know-how pode ser um problema
Por mais que o conceito de startups seja de certa maneira recente, alguns mercados, como os Estados Unidos e Europa, já  possuem um certo know-how e sabem como trabalhar de maneira efetiva num ambiente de startup, com todas as incertezas e reviravoltas que esse tipo de empreendimento traz. Aqui no Brasil, encontrar talentos com conhecimento técnico  é  uma questão complicada, porque startups muitas vezes necessitam que as pessoas que lá trabalham, desempenhem funções que não são nativas de sua formação acadêmica e que em muitas vezes nem existem em empresas tradicionais.
4 – Encontrar seu lugar ao sol é difícil
“Devido a cultura de startup ser ainda uma categoria jovem, muitas definições ainda são obscuras. No campo de negócios, às vezes é difícil classificar um novo modelo recém saído do papel, pois ele não se encaixa no que já foi tradicional”, explica Bretones. O Uber é um ótimo exemplo, embora seu formato seja muito parecido com o táxi tradicional, o app é uma versão tecnológica e com mais recursos e diferenciais, por isso a dificuldade de encaixá-lo em categorias já existentes. Se o seu negócio é muito revolucionário, ou diferente, apresentá-lo ao mundo pode ser um desafio.
5 – Escassez de apoio
Aumentar a quantidade de eventos, hackatons e programas de aceleração é um muito necessário no cenário atual das pequenas empresas. Por mais que existam instituições como o SEBRAE ou cursos e assistências online voltados à startups, um ambiente mais amplo que oferecesse a convivência entre startups para adquirir novos conhecimentos e poder expor sua idéia, que mitas vezes são inovadoras mas se afogam em sua própria inovação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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