Estudo mostra o que aconteceu com a taxa de câmbio durante e depois do governo Dilma
A BeeCâmbio, primeira correspondente cambial online disponível em mais de 40 cidades, acaba de divulgar um estudo do mercado de câmbio do Brasil no qual mostra as oscilações do dólar e a sua relação com fatos políticos nacionais, desde o período de campanha para reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff, até o período de impeachment.
Antes da reeleição de Dilma, o Banco Central colocou um objetivo claro de manter a estabilidade no mercado de câmbio. O real cenário de problemas econômicos nacionais e a alta valorização do dólar no mercado externo, porém, dificultaram essa meta. Como medida para conter a forte desvalorização do real, que vinha ocorrendo desde 2012, foram realizadas intervenções no mercado de câmbio e, diariamente, dólares foram vendidos na tentativa de conter esse cenário e manter a moeda em um patamar mais baixo.
O gráfico da BeeCâmbio evidencia os fatos narrados acima. No final de 2014, o dólar não ultrapassou os R$3,00 por conta de intervenções do Banco Central. Já nos meses após a posse da ex-presidente, disparou para R$4,00, deixando claro que a verdadeira situação da desvalorização do real frente ao dólar era muito maior do que o que estava acontecendo nos meses anteriores.

Conforme o segundo mandato de Dilma ia se alongando, o real seguia se desvalorizando. Até que, no início de 2016, o andamento do processo de impeachment começou a ganhar força e o comportamento da moeda moeda passou a se outro. “Quando o cenário de impeachment começou a ficar evidente, a desvalorização da taxa de câmbio deu uma trégua. O otimismo no cenário macro interno e externo auxiliaram para que os juros, o câmbio e a bolsa apresentassem melhora”, destaca Fernando Pavani, CEO da BeeCâmbio.
Depois de concluído o processo de impeachment, o dólar, que chegou na casa dos R$4,20 durante o segundo mandato da ex-presidente, encontra-se na média de R$3,20. Ainda um pouco acima do período de reeleição de Dilma, porém, muito abaixo do que no fim de 2015 e começo de 2016 e de uma forma mais natural.
De qualquer maneira, o estudo mostra que podemos considerar o cenário atual otimista, já que o valor do dólar encontra-se mais baixo sem a necessidade de intervenções. “A taxa de câmbio, quando esteve desvalorizada, começou a gerar falta de fluxos internacionais para o Brasil e do Brasil para o resto do mundo. Ou seja, a queda da taxa de câmbio atual está sendo bastante funcional para a economia brasileira voltar a funcionar normalmente”, complementa Pavani.


