Faturamento do setor de máquinas e equipamentos cai 50%

Processo de desindustrialização no Brasil continua se agravando.
Processo de desindustrialização no Brasil continua se agravando.

O setor de máquinas e equipamentos vive a pior crise dos últimos 80 anos com uma queda no faturamento de 50% em relação a 2013. O desempenho do setor caiu 25,5% no primeiro semestre do ano na comparação com o mesmo período de 2015. A partir do último trimestre espera-se uma retomada, porém leve, e com um crescimento modesto para 2017. O alto índice de capacidade ociosa das indústrias inviabilizará a retomada dos investimentos, no curto prazo.

A análise foi feita pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), anunciada pelo presidente do Conselho de Administração da Associação, João Carlos Marchesan. Os dados conjunturais de agosto de 2016 foram divulgados nesta quarta-feira (28) e revelam que processo de desindustrialização no Brasil continua se agravando e o governo precisa tomar medidas no sentido de prover competitividade à indústria. Representantes do setor estiverem em agosto em constantes reuniões com o novo governo e aguardam ansiosamente por novas medidas de renegociação de proteção à indústria nacional, como a diminuição dos juros e maior acesso ao crédito para retomar o crescimento e melhorar as margens e produção

O desaquecimento do setor fica evidente na redução dos postos de trabalho. Na comparação com o ano passado, a redução foi de mais de 22.650 postos de trabalho e em relação ao pico (mai/13) a redução chegou a quase 74.100 postos de trabalho. “As empresas precisam de um oxigênio para que possam respirar novamente para retomar o crescimento e empregar novamente”, disse Marchesan.

A apreciação do Real ocorrida em 2016 anulou, praticamente, todos os ganhos de competitividade dos produtos nacionais. “Precisamos de uma redução da taxa de juro e um câmbio que seja competitivo e previsível para começar a fechar negócios para os próximos seis meses, um ano”.

Nas importações, observou-se uma redução de mais de 18% da entrada de máquinas e equipamentos nos país. Esta queda é resultante da redução da entrada de quase todos os tipos de máquinas. Os setores que registraram crescimento, em agosto, foram os de Máquinas para Bens de Consumo (+16,7%) e Máquinas Agrícolas (+ 37,7%). Os Estados Unidos permaneceram na primeira posição com participação de 17,1% no total importado em máquinas pelo país, seguidos pela China, Alemanha e Coréia do Sul.

Os indicadores positivos vêm das exportações em que todos os setores apresentaram crescimento com destaque para os setores de Máquinas para Logística e Construção Civil e Máquinas para Saneamento Básico Ambiental. Em agosto o crescimento nas exportações foi de 15,1% em relação ao mês passado, e de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano, o setor registrou um ganho de +2,4%. Em quantidade houve crescimento de 18,5% na margem, e crescimento a 15,4% no ano, sendo que os principais destinos são, pela ordem, América Latina, Europa e Estados Unidos.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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