Aprofundamento da crise mundial tornará 2017 um ano muito difícil para as empresas brasileiras

Francisco Carlos Teixeira da Silva: empresas devem investir mais em capacitação de funcionários.
Francisco Carlos Teixeira da Silva: empresas devem investir mais em capacitação de funcionários.

Um cenário nada favorável para a economia brasileira e paranaense está sendo apresentado nesta quinta-feira (17), em Curitiba, para fundadores de empresas familiares que participam de um encontro promovido pela consultoria JValério, que tem como tema o Brasil do Pós-Crise e os desafios do Paraná. Eu conversei com o professor titular de História Contemporânea e Política Internacional do Instituto Universitário de Pesquisas Sociais do Rio de Janeiro e professor convidado da Fundação Dom Cabral, Francisco Carlos Teixeira da Silva, e ele me disse que se 2016 foi um ano difícil para as empresas, 2017 será ainda pior diante do aprofundamento da crise mundial. Segundo ele, a saída do Reino Unido da União Europeia vai representar um encolhimento de 1% da economia da Europa. Já o Governo de Donald Trump terá um impacto muito grande nas economias mundiais. Do ponto de vista interno, o professor ressalta que a alta do dólar vai implicar em inflação maior e, consequentemente, as taxas de juros permanecerão elevadas, impedindo que as empresas invistam em novos projetos ou ampliem a sua capacidade de produção.

Eu perguntei para o professor Francisco Teixeira da Silva sobre o que as empresas devem fazer diante desse cenário tão negativo, e ele me disse que esta é a hora de investir em produtividade diminuindo custos e na capacitação de funcionários, evitando horas mortas de trabalho e repetição de tarefas.

No caso específico do Paraná, que é um grande exportador de commodities, o economista aconselha os exportadores a aumentar a produtividade, a agregar valor aos produtos e investir em tecnologia. Segundo ele, os exportadores devem cobrar do governo mais investimentos em rodovias, aeroportos e portos, que devem atuar como terminais exportadores.

Quanto ao endividamento do Governo Federal, Francisco Carlos Teixeira defende que a dívida pública seja paga com ações de empresas do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras, o que também contribuiria para a redução da taxa Selic. Na sua opinião, a dívida do governo não deve ser paga às custas do desemprego. O professor reconhece que o setor bancário é totalmente contra essa medida, mas o governo deve pensar em primeiro lugar no conjunto da Nação brasileira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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