Empresa paranaense de painéis pretende crescer 10% no mercado O.E.M

Fábio Amaral. diretor da Engerey.
Fábio Amaral. diretor da Engerey.

O mercado O.E.M no Brasil tende a ser promissor para as empresas do setor elétrico. Isso porque os novos incentivos para abertura comercial do país favorecem o modelo de produção. É o que afirma o Engenheiro Eletricista Fábio Amaral, CEO da Engerey, uma das principais fabricantes de painéis elétricos do sul do país.

A sigla O.E.M traduz-se: Fabricante Original do Equipamento. O termo é utilizado quando empresas compram de terceiros o máximo possível dos itens que compõem o produto final que fabricam. O O.E.M parte do conceito de Horizontalização – que indica terceirização e parcerias para a confecção de um produto.

A Engerey Painéis Elétricos nasceu em 2002 para atender justamente o segmento O.E.M., através de parceria com uma empresa montadora de aparelhos desumidificadores. A produção destinada a este mercado chegou a 100% dos produtos fabricados, mas foi gradativamente sendo substituída pela fabricação e comercialização a consumidores finais. Atualmente, os painéis elétricos produzidos para montadoras somam 12% do total de painéis fabricados na Engerey anualmente.

“A conjuntura econômica favorecia nossa atuação ao publico final e limitava a atuação no segmento O.E.M. Contudo, a promessa de abertura comercial do Brasil favorece os investimentos de empresas internacionais focadas nos conceitos de horizontalização e consequentemente alavanca nossos negócios”, explica Fábio Amaral, diretor da Engerey Painéis Elétricos. Segundo Amaral, a empresa já iniciou uma série de investimentos para ampliar as vendas para o segmento O.E.M. O objetivo é crescer em pelo menos 10% até 2017 neste mercado.

O O.E.M parte do conceito de Horizontalização – que indica terceirização e parcerias para a confecção de um produto. Exatamente o contrário da estratégia de Verticalização, amplamente difundida no século passado, na qual as empresas procuram produzir internamente tudo o que puderem. Um exemplo é o da Ford, que produzia desde o aço até os componentes de borracha de seus carros. Atualmente, conta com fornecedores de peças e foca sua atuação na montagem do produto final.

Para as empresas O.E.M, a horizontalização proporciona aumento da competitividade a medida que reduz significativamente os custos e leva à maior eficiência da produção. Além disso, possibilita a incorporação de novas tecnologias ao produto final. Isso acontece porque as empresas terceirizadas são estimuladas a manter o foco no seu negócio principal. “Cada empresa busca aprimorar-se em sua área de atuação, investindo em inovação. Como consequência fabrica um produto de alta qualidade, favorecendo a confecção do produto final das montadoras”, destaca o diretor da Engerey Painéis Elétricos.

“Focamos nossa atuação na produção de painéis de baixa e média tensão, que são destinados a diferentes aplicações e com funções específicas como comando de motores, distribuição de energia e automação industrial. Buscamos sempre a excelência em nossos produtos, seja investindo em inovações, tecnologias ou pessoas”, conclui Amaral.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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