Empresas devem ficar atentas às mudanças na cobrança através de boletos bancários

boleto-bancarioAs empresas que utilizam boletos bancários devem ficar atentas, pois já no início do próximo esse sistema de cobrança passará por modificações. Basicamente, o boleto sem registro vai acabar da forma como existe hoje e todos os boletos deverão ser registrados já a partir de janeiro. Aliás, o fim do boleto sem registro vem tirando o sono de muitos prestadores de serviços e empresários que utilizam a modalidade para fazer cobranças e deixando muitas dúvidas para quem deseja começar 2017 utilizando a cobrança por boleto.

Só para se ter uma ideia, dos 3,5 bilhões de boletos emitidos hoje por ano, nada menos do que 40% são na modalidade sem registro. O principal motivo da nova plataforma de boletos desenvolvida pela Febraban foram as fraudes. De acordo com dados da entidade, só este ano o prejuízo com fraudes deve chegar a R$ 523 milhões, representando um aumento de 39% em relação a 2015. E as fraudes, em sua maioria, são causadas por vírus de computador que alteram os códigos de barra dos boletos.

Para quem não sabe, a diferença entre o boleto com registro e o sem registro é que o primeiro deve ser registrado no sistema do banco. Com isso, o banco tem todas as informações sobre a cobrança e, para que a empresa consiga fazer o cancelamento ou qualquer alteração no boleto, como data de vencimento, é preciso enviar um arquivo de remessa ao banco com todas as informações da transação, o que não acontece com o boleto sem registro. Outra diferença é em relação às tarifas cobradas. Na modalidade de cobrança sem registro, o banco geralmente cobra tarifa apenas quando o boleto é pago por meio da rede bancária. Já para a cobrança com registro, o banco pode cobrar tarifas sobre as operações de registro, alteração ou cancelamento do boleto. Ou seja, a empresa pode pagar mais de uma tarifa para o mesmo boleto.

Uma vantagem do boleto com registro bancário é que, em caso de não pagamento, ele pode ser protestado em cartório. Também a partir do próximo ano não será possível emitir boletos sem valor ou sem vencimento. Além disso, os dados cadastrais do pagador deverão estar completos, com nome ou razão social, CPF ou CNPJ e endereço.

Portanto, as empresas que emitem boletos sem registro e ainda não têm um convênio na modalidade registrada, devem se apressar, pois os bancos não vão aceitar boletos sem registro pagos fora do banco emissor. Por sua vez, as empresas que já emitiram boletos para 2017, devem reemiti-los em uma nova carteira ou mesmo registrá-los, caso não queiram enfrentar problemas de fluxo de caixa no início do próximo ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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