Estudo Setorial apresenta perfil da indústria de madeira brasileira

 José Carlos Januário, presidente da Abimci.
José Carlos Januário, presidente da Abimci.

O Estudo Setorial 2016 da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) chega este mês ao mercado com o propósito de levar informações que possam ser usadas de maneira prática por industriais, governo e autoridades para a definição de estratégias de negócios e planejamento de políticas públicas que contribuam para o avanço do segmento.

Responsável por 57% dos empregos da cadeia florestal-madeireira, o setor de madeira processada – que inclui produtos como painéis de compensado, madeira serrada, portas, molduras, pisos – também fica com 93% das empresas, das quais 90% são de pequeno porte com produção de múltiplos produtos voltados para o mercado interno. “O potencial de empregabilidade desse segmento é grande e gera impactos positivos na economia, porque tende a fixar a mão de obra no interior do país e em cidades menores, que precisam de um setor produtivo fortalecido para levar renda para as comunidades”, avalia o presidente da Abimci, José Carlos Januário.

 Na avaliação do presidente, os dados mostram que, apesar das dificuldades enfrentadas com a crise interna e algumas mudanças no mercado mundial de madeira, a indústria brasileira está se desenvolvendo de forma competente e consolidada, nos principais mercados do mundo. “Estamos novamente em uma posição de destaque. Além disso, os esforços da Abimci aliados a outras instituições e profissionais do setor para ampliar o consumo interno de madeira começam a surtir efeito e podem gerar oportunidades de longo prazo para esse setor”, afirma.

O presidente se refere mais especificamente às ações que estão sendo realizadas para o desenvolvimento da norma técnica do sistema construtivo wood frame, que tem a madeira como matéria-prima para uso estrutural, piso, cobertura, entre outros. O trabalho ganhou força no primeiro semestre de 2016, com a instalação da Comissão de Estudos da ABNT para a discussão dos termos da norma. “Com a publicação da norma técnica do wood frame, abrem-se oportunidades para os diversos produtos de madeira, que podem ser fornecedores para esse sistema”, afirma.

As expectativas do setor são grandes e têm fundamento: há uma necessidade de se encontrar soluções sustentáveis, rápidas de serem executadas e que atendam às normas de desempenho da construção; além do déficit habitacional brasileiro que, segundo dados do IBGE, já supera os 5,8 milhões de residências.

O Estudo servirá de subsídio também para as ações da Abimci na defesa de interesses do setor junto ao governo federal e também para a definição de estratégias da entidade. Entre as prioridades da Associação estão questões como a necessidade de ampliar a certificação de produtos, atuar no aperfeiçoamento e desenvolvimento de normas técnicas, contribuir para a melhoria das exportações brasileiras de madeira, defender os interesses do setor e estimular práticas sustentáveis e de transparência.

“O potencial da cadeia florestal-madeireira é enorme no Brasil. O que falta são políticas públicas de médio e longo prazo, que priorizem o avanço da área plantada, atraiam investimentos internacionais. Para isso, precisamos de segurança jurídica, acesso a crédito e infraestruturas adequadas para o desenvolvimento do setor produtivo”, afirma Januário.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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