Exportação da indústria registra queda e participação de importados segue estável

exportação2O Coeficiente de Exportação (CE) da indústria de transformação, medido pelos departamentos de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, fechou o terceiro trimestre de 2016 em 20,1%, uma retração de 0,8 ponto percentual (p.p.) no acumulado de julho a setembro em relação ao segundo trimestre do ano. O relatório mostra que no período analisado, o envio de produtos brasileiros para o exterior caiu 5,1% (em quantum), na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre, enquanto a produção industrial contraiu em 1,4%.

Já o Coeficiente de Importação (CI) teve um pequeno aumento de 0,3 p.p. e passou para 20,3% no terceiro trimestre, ante 20,0% do segundo trimestre. Isso porque houve expansão de 2,0% das importações (em quantum), acompanhada de um consumo aparente praticamente estável (crescimento de 0,1%).

Thomaz Zanotto, diretor titular do Derex, afirma que os resultados traduzem a valorização do Real ao longo do ano. “As exportações da indústria se beneficiaram de um nível mais realista da taxa de câmbio em 2015, mas que se reverteu ao longo de 2016. Assim, o pequeno aumento da participação das importações no consumo é reflexo mais da valorização do Real do que da recuperação econômica, uma vez que não houve aumento do coeficiente em setores de bens de capital, como de máquinas e equipamentos”, observou.

Dos 21 setores analisados pelo Coeficiente de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp, seis tiveram crescimento do CE no terceiro trimestre de 2016, na comparação com o segundo. Quatro setores permaneceram estáveis (0,0 p.p. de variação) e outros 11 registraram quedas. Os setores mais positivos foram os produtos de fumo (alta de 11,1 p.p.), madeira (2,7 p.p.) e celulose e papel (0,5 p.p.). No entanto, as maiores retrações ocorreram em metalurgia (-6,0 p.p.); produtos têxteis (-3,3 p.p.) e derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,0 p.p.).

No CI, houve crescimento em 14 setores analisados e cinco registraram queda. Os destaques mais positivos foram os setores de produtos de fumo (alta de 5,2 p.p.), derivados de petróleo e biocombustíveis (4,7 p.p.) e produtos têxteis (2,0 p.p.). As retrações mais acentuadas ocorreram em máquinas e equipamentos (-3,9 p.p.); metalurgia (-2,9 p.p.) e artigos de vestuário (-1,4 p.p.).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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