Novo ambiente de trabalho surge entre profissionais autônomos

Pesquisas revelam que o número de profissionais autônomos cresceu nos últimos dois anos no Brasil. Em janeiro de 2013, o país contava com 17,9% de trabalhadores nesta condição. Mas, devido à crise econômica, e, consequentemente, a redução de empregos formais, este número já ultrapassa os 20%. Neste cenário, surge o coworking, prática que reúne profissionais independentes um dos outros em um mesmo espaço para compartilhar valores e experiências. Este novo formato de ambiente de trabalho é ideal para pequenos negócios, profissionais freelancers, startups e empreendedores que desejam aumentar a produtividade e a representatividade no mercado de trabalho.
Pesquisas indicam que atualmente existam mais de 100 espaços que desenvolvem o coworking, com cerca de 600 coworkers das mais diversas áreas, como designers, comunicadores e advogados. Estes profissionais escolhem um pacote de pagamento por hora, semanal ou mensal que proporciona uma mesa de trabalho compartilhada com internet, sala de reunião, treinamentos e outras ferramentas necessárias para a prestação de serviços. Enquanto que as contas de aluguel, luz, água e manutenção do espaço é de responsabilidade do proprietário da instalação.
” Este modelo de trabalho veio para disseminar a forma engessada que as empresas estavam operando, com horários rigorosos e colaboradores dentro de salas por horas seguidas. A ideia do coworking é que os profissionais realizem suas atividades sem as pressões do meio corporativo e sem o isolamento do home office. Dessa forma, podem trocar informações, estabelecer relacionamentos e até mesmo parcerias”, explica José Roberto Marques, Master Coach Senior e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).
Entre os benefícios proporcionados pelo coworking estão a economia em pagamentos de salários, impostos e infraestrutura, aumento de networking, eliminação do isolamento que pode ser causado pelo home office, dinamismo e colaboração, melhora na qualidade de vida e facilidade de mudança caso o negócio inicial não esteja sendo bem aceito no mercado.
Mas, apesar dessas vantagens, a escolha por este modelo de trabalho exige atenção. Dependendo do profissional, a prática do coworking pode ter efeitos opostos como dispersão e falta de privacidade devido à grande quantidade de pessoas em um mesmo espaço.
Para que o desenvolvimento das atividades por meio do coworking seja efetivo, Marques recomenda que o profissional leve em consideração o tipo de negócio que está gerindo. “Este modelo é mais benéfico para os serviços mais flexíveis. Se a sua atividade exige algum protocolo, como por exemplo, a necessidade de um escritório, o coworking não é a opção mais indicada”, explica.
Ainda de acordo com o presidente do IBC, questionamentos como produzo melhor com metas e horários definidos? Gosto de trabalhar em equipe? Prefiro desenvolver as minhas atividades de forma individual? São essenciais para escolher o melhor meio de trabalho.








