Workshop do Amigo PME reforça que má gerência do fluxo de caixa pode ocasionar falência de micro e pequenas empresas

O Amigo PME – primeiro programa voltado para a educação financeira do micro e pequeno empreendedor e aprovado pela Lei Rouanet – realizou na noite da última quinta-feira (27), o segundo workshop do projeto, com o tema “Fluxo de Caixa e Contabilidade”. Com a participação de quase 100 pessoas, o evento contou com a presença de Solídia Santos, coordenadora do Curso de Economia da FAE Centro Universitário, que apresentou de forma didática como montar um fluxo de caixa eficiente, além de demonstrar como controlar e gerir o balanço patrimonial.
Quem abriu o workshop foi Maria Teresa Fornea, diretora do Conglomerado Financeiro Barigui e idealizadora do Amigo PME. “A nossa intenção ao realizar esse evento é justamente mostrar como aplicar o fluxo de caixa na sua empresa de uma forma simples e didática, para desmistificar a crença de que é muito difícil ter esse controle financeiro em sua empresa”, afirmou para os presentes.
Na sequência, foi a vez de Solídia iniciar sua apresentação. Ela começou destacando a importância de um fluxo de caixa bem estruturado para um negócio. “Todas as empresas tem o mesmo objetivo a longo prazo: lucrar. No entanto, nesse meio tempo existem variáveis que podem influenciar o alcance desse objetivo. O fluxo de caixa se insere exatamente nesse ponto, ao ajudar o empresário a verificar o que está gerando receita e o que está gerando custo e entender melhor como administrar sua empresa a partir do viés financeiro”, afirmou.
A professora destacou que existem categorias de movimentação financeira e que elas devem ser o pilar do fluxo de caixa. “São três categorias principais: operacional, relacionada a toda operação da empresa, como produção, transporte e venda; investimentos, ligada aos bens da empresa e ao dinheiro investido no negócio e financiamentos, que se referem aos empréstimos obtidos junto aos bancos”, explicou.
Com isso, segundo ela, é possível obter um projeção de gastos e de entrada de dinheiro na empresa. “O controle correto dessas movimentações financeiras permite que o empresário saiba quais áreas demandam mais da receita da empresa e quais setores podem receber investimentos ou cortes, se for necessário. Ou seja, o fluxo de caixa se torna uma ferramenta que auxilia no planejamento estratégico da empresa como um todo”, ressaltou Solídia.
A professora da FAE ainda comentou um erro comum dos empresários ao lidar com o dinheiro da empresa. “Nunca misture a pessoa física com a jurídica. Tirar dinheiro da empresa para uso pessoal sem estar previsto antes no fluxo de caixa é um erro que pode ocasionar até a falência, se não for controlado. O importante é não misturar e já ter previsto o valor que poderá ser retirado mensalmente para uso pessoal”, afirmou.
Ela ainda destacou que se o saldo do fluxo de caixa for negativo, não significa necessariamente que a empresa está com prejuízo. “Lucro e fluxo de caixa são conceitos diferentes, não se misturam.” Além disso, a professora falou um pouco sobre o balanço patrimonial e como distribuir a receita financeira e as despesas da empresa entre os ativos e passivos. Por fim, ela abriu para perguntas e conversou com o público sobre as dúvidas dos presentes.








