Comércio eletrônico ganha a preferência dos consumidores, mas empresas devem dar mais atenção à logística
A Salesforce, que é líder mundial em soluções de gerenciamento de relacionamento de clientes acaba de divulgar uma pesquisa que revela que 77% dos consumidores evitam as lojas físicas durante o fim de ano e que, pela primeira vez, o tráfego de comércio eletrônico via plataformas móveis superou o realizado em desktops e tablets. Mas, não é só nas vendas de Natal que o comércio eletrônico é bastante demandado. Este ano, por exemplo, mesmo em meio à crise, as vendas pela internet devem crescer 8% em relação a 2015.
Neste segmento os empresários devem estar atentos à logística, já que o e-commerce é um dos negócios onde a logística e o frete são um dos grandes diferenciais competitivos. Aliás, entre os quesitos mais observados pelos consumidores, quando comparam produtos iguais no momento de compra estão o preço do item, o custo do frete e o prazo de entrega.
Os correios, através do serviço e-Sedex, vinha proporcionando, principalmente para as pequenas e médias empresas do comércio eletrônico, uma condição bastante competitiva. Entretanto, os Correios anunciaram em novembro o fim deste serviço já a partir de janeiro. Na semana passada, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu liminar revogando o fim do e-Sedex. Mas, esta liminar não garante que o serviço dos Correios continue funcionando, pois basta que o Conselho decida a favor do novo plano dos Correios para que tudo vá por água abaixo e acabe com este serviço de entrega rápida a baixo custo.
E se isso realmente ocorrer, haverá forte impacto com o aumento no custo de frete e, possível aumento no prazo de entrega, refletindo diretamente no volume de negócios das pequenas e médias empresas. Para as grandes empresas de comércio eletrônico, que diante dos altos volumes movimentados, possuem estratégias de negociação com transportadoras para a realização das entregas de seus pedidos, a extinção deste serviço terá impactos bem menores.
Os desafios devem estimular os empresários a buscar soluções de logística, como por exemplo o uso da tecnologia, através de aplicativos que possibilitem a colaboração entre fornecedores, fabricantes e consumidores; o entendimento de como fazer entregas, com meios de transporte que possibilitem custos mais acessíveis e, até mesmo a ampliação do modelo com a substituição da entrega na casa do cliente por uma entrega em um local onde o consumidor passe a buscar sua encomenda.








