Empresas podem evitar os altos índices de inadimplência se fizerem uma análise correta de crédito

credito-cobrancaA inadimplência alta é um dos principais desafios enfrentados hoje pelos negócios. Até o mês passado, por exemplo, 58,5 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, segundo pesquisa do SPC Brasil. Isso significa que quase 40% da população adulta brasileira não conseguiu pagar as suas dívidas.

Mas, as empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes, que estão sofrendo com essa situação não devem se desesperar, pois se fizerem uma análise de crédito correta, será possível evitar grande parte dos problemas ocasionados pela falta de pagamento dos clientes. Além de fornecer parâmetros e permitir uma análise aprofundada do perfil da organização que pretende se tornar cliente, esse procedimento evitará a redução do fluxo de caixa em momentos críticos, como na hora de pagar fornecedores e funcionários.

A primeira medida a ser tomada é verificar o histórico financeiro dos clientes e fazer consultas em órgãos de proteção ao crédito. Dessa forma, será possível verificar obrigações não pagas, tempo de inadimplência em outras organizações e até o tipo de compra que a empresa costuma atrasar.

O segundo ponto fundamental é avaliar a capacidade de pagamento dos clientes. Esse fator permite checar a real situação da empresa, como quanto do seu faturamento está vinculado a outras obrigações e qual a porcentagem disponível para honrar as novas dívidas.

No caso da concessão e crédito para empresas, é importante fazer a checagem de informações jurídicas do tipo CNPJ, contrato social, comprovante de endereço da sede e filiais, telefone e outros documentos. Tal medida dará maior segurança na concessão de crédito e será possível identificar inconsistências, eventuais processos judiciais contra a solicitante e até riscos de fraudes. Vale lembrar que uma análise de crédito correta considera não apenas esses dados, mas também os documentos dos sócios da empresa e até a verificação de cheques irregulares emitidos por eles.

Todos esses procedimentos ajudam a diminuir consideravelmente os riscos de inadimplência, pois servem como um filtro para empresas más pagadoras. Porém, é importante salientar que as boas pagadoras podem se beneficiar com concessões de créditos maiores, caso isso esteja de acordo com o interesse delas. Dessa forma, pode-se manter a aquisição de clientes de menor risco e até estabelecer uma relação positiva com eles, incentivando-os a fechar mais negócios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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