Investimento do setor da construção tem queda de 5,4% em termos reais em 2016

Paulo Skaf: "Precisamos criar um ambiente de negócios favorável".
Paulo Skaf: “Precisamos criar um ambiente de negócios favorável”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou o 12º ConstruBusiness – Investir com Responsabilidade, durante o Congresso Brasileiro da Construção nesta segunda-feira (5), na sede da entidade. Segundo a publicação, o Brasil investiu R$ 626,1 bilhões em construção em 2015. Para 2016, estima-se um investimento de R$ 592 bilhões, ou seja, uma queda de 5,4%, em termos reais. O material mostra também que de 2014 até 2016 os investimentos devem cair 20,1%, em termos reais.

Elaborado pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, o estudo traz uma análise da cadeia produtiva, focando em investimentos para infraestrutura econômica (energia, transportes e telecomunicações) e desenvolvimento urbano (habitação, mobilidade urbana e saneamento), no período de 2017 a 2022.

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, esses dados mostram o quanto é urgente a retomada dos investimentos em infraestrutura, setor vital na geração de empregos e crescimento do país. “Precisamos criar um ambiente de negócios favorável, transparente, investir numa agenda propositiva para o setor com a participação de empresas de todos os portes”, afirmou. “Esse é o momento para que façamos de fato as reformas tão necessárias, para o bem do país, para o futuro do país, para a retomada do crescimento, que é do que o Brasil mais precisa agora, para recuperar os empregos que perdeu, para recuperar as empresas que perdeu. O Brasil é maior que qualquer crise”.

Levando em conta as estimativas dos investimentos em construção de 2016, esse montante equivalerá a cerca de 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e de 60% da formação bruta de capital fixo no país. E para que o Brasil atinja um patamar positivo até 2022, são necessários investimentos anuais de R$ 682,2 bilhões, cerca de 10,6% do PIB nacional. Isso significa que para alcançarmos níveis satisfatórios em desenvolvimento urbano e infraestrutura econômica, os investimentos devem somar R$ 4,093 trilhões no total do período.

Para Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Deconcic, o impacto disso sobre a competitividade do país é enorme. “A cadeia produtiva da construção constitui uma imensa força, que pode contribuir de maneira significativa com o crescimento do Brasil. Atualmente suas atividades reúnem cerca de 6,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que representa 13,4% da força de trabalho no país. A retomada dos empreendimentos pode garantir a geração de empregos imediatos, além de retorno financeiro aos cofres públicos, por meio dos tributos”, disse.

Projeções 2017-2022

Na área de transportes, as necessidades de investimentos somam de R$ 68 bilhões por ano para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Além disso, são necessários R$ 17,5 bilhões para a expansão do sistema de geração, transmissão e distribuição de eletricidade e R$ 20,6 bilhões para projetos na exploração, produção e distribuição de petróleo e gás. E, para telecomunicações, são necessários investimentos na ordem de R$ 7,7 bilhões. Com isso, o total de investimentos necessários em infraestrutura econômica é de R$ 114,1 bilhões por ano no período.

Já em desenvolvimento urbano, é necessário fomentar e conceder crédito para investimentos. Na área habitacional, o investimento soma R$ 205,5 bilhões por ano para novas moradias, R$ 155,4 bilhões para reformas, ampliações e construção de edificações comerciais. No campo da mobilidade urbana, é preciso injetar R$ 13,4 bilhões anuais para projetos em metrôs e trens. Enquanto R$ 13,1 bilhões por ano devem ser consumidos para saneamento básico. O total de investimentos necessários para a área de desenvolvimento urbano é de R$ 387,6 bilhões por ano no período.

“No déficit habitacional, de 2010 a 2014 observou-se uma queda anual de 3,3% ao ano, uma redução total de 873 mil moradias no período. Para atender às novas famílias, eliminar a precariedade e reduzir a coabitação será necessária a construção de 8,8 milhões de moradias, cerca de 1,5 milhão por ano, até 2022”, avaliou Auricchio.

Segundo ele, o objetivo do 12º ConstruBusiness é discutir com empresários e representantes do setor, autoridades dos governos federal, estadual e municipal, imprensa, acadêmicos e a sociedade, a responsabilidade com o investimento de uma maneira focada em tudo aquilo que pode, de fato, destravar o investimento no setor da construção.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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