Queda nas vendas de máquinas e equipamentos em 2016 poderá chegar a 25%
A espera da retomada dos investimentos no segundo semestre deste ano foi frustrada, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que divulgou, nesta quarta-feira (30), os indicadores econômicos de outubro de 2016 para o setor. Os dados indicam, que a curto prazo, a retomada dos investimentos não se viabilizará, e a queda nas vendas de máquinas e equipamentos de 2016 em relação a 2015, girará em torno de 25%.
Para a Abimaq, as perspectivas para 2017 podem ser melhores se uma série de fatores ocorrerem, como um câmbio competitivo para fortalecer novamente as exportações, a Reforma da Previdência, a PEC do Teto de Gastos, que limita os gastos públicos por 20 anos, uma reforma trabalhista e juros mais adequados e civilizados.
O cenário para a taxa de câmbio, contudo, já teve uma reação positiva, no último mês, com o efeito Trump, mesmo antes dele assumir a presidência dos EUA. “Quanto Trump poderá influenciar ou não a economia brasileira, eu não me preocupo. O que nós temos que ter é isonomia. Enquanto não tivermos regimes especiais e uma isonomia tributária, nós não retomaremos o crescimento e não conseguiremos competir com igualdade com qualquer outro país”, disse o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan.
A indústria de máquinas e equipamentos nacional faturou R$5,077 bilhões em outubro desde ano, o que representa uma forte queda de 14,8% na comparação com o mês anterior. O faturamento acumulado de janeiro a outubro registrou 26% de queda, em igual período do ano passado.
Em outubro, houve queda de 6,2% do consumo aparente – ou seja, indicador que mede a produção interna mais importações e exclui exportações – na comparação com setembro deste ano e de 33,9% em relação a outubro de 2015. No acumulado do ano até outubro, as exportações cresceram 1,3%, enquanto as importações apresentaram queda de 18,9%, ambas na comparação com igual período de 2015. O déficit acumulado, portanto, é de US$ 6,742 bilhões, baixa de 32%.
Já o número de pessoas ocupadas ficou em 303,5 mil em outubro de 2016, com uma leve alta de 0,4% (+1,2 mil) na comparação com o mês anterior. O número, porém, é 5,4% menor (-17,4mil) do que outubro de 2015.








