BB e Abimaq firmam parceria para fomentar cadeia produtiva do setor de máquinas e equipamentos

O Banco do Brasil e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) assinaram na última sexta-feira (20), protocolo de intenções para apoio à cadeia produtiva do setor em duas frentes: financiamento a investimentos e ao comércio exterior. São aproximadamente 1.640 associados da Abimaq, além das micro e pequenas empresas (MPE) dessa cadeia produtiva, que contam com as soluções do Banco do Brasil para apoiar o seu desenvolvimento. Com isso, a expectativa é de atender as demandas das empresas com mais assertividade e agilidade desde o processamento das operações até a contratação e liberação de recursos.

O vice-presidente do BB, Tarcísio Hübner, avalia que o convênio ajuda a potencializar a retomada da economia. “Há um vasto mercado que passa a ter o reforço da parceria com o Banco do Brasil nas condições comerciais de linhas de crédito tradicionais para investimentos. Além disso, as cotas de consórcio também são colocadas como relevante opção negocial para aquisição de máquinas e equipamentos. Como apoio ao Comércio Exterior, o financiamento ao Marketing Digital é uma inovação que foi possível graças a outra parceria, a do BB com a B2Brazil”, conta.

O presidente do Conselho de Administração da Abimaq, João Carlos Marchesan, ressalta que o protocolo de cooperação que a entidade assina com o Banco do Brasil é de suma importância para as empresas do setor fabricante de máquinas e equipamentos. “A assinatura do convênio tem significado especial neste momento em que a economia brasileira mostra os primeiros sinais de retomada do crescimento. O acesso ágil e sem complicações aos financiamentos é condição essencial para a reativação dos investimentos em máquinas e equipamentos, o primeiro passo para que a economia reencontre a vitalidade que perdeu com a crise”, acrescenta.

Consórcio é opção de financiamento a investimentos da Pessoa Jurídica
Como alternativa a financiamentos para investimentos, além de linhas de crédito tradicionais, como o Finame, o BB também oferece cotas de consórcio para as empresas associadas e seus compradores e fornecedores. As vendas de cotas de consórcio para o segmento PJ cresceram 93,1% em 2016, atingindo R$ 2,20 bilhões frente a R$ 1,14 bilhão do ano anterior, representando mais de 32,8% das cotas comercializadas pela BB Consórcios no ano passado. A parceria com a Abimaq permite aos associados utilizar essa solução para novos negócios na aquisição veículos, tratores, caminhões, além de máquinas e equipamentos.

Na outra frente do convênio do BB com a ABIMAQ está uma solução desenvolvida a partir de outra parceria: a do BB com o portal B2Brazil – o maior portal brasileiro de B2B (compras corporativas) destinado à exportação. A partir desses elos, o Banco do Brasil reforça aos associados da Abimaq a oportunidade de financiamento de estratégias de promoção comercial para exportação por meio de ações de marketing digital. Com esse projeto, as empresas poderão financiar sua estratégia de promoção comercial via Internet, após avaliação cadastral, utilizando uma linha de crédito exclusiva, o Proger Exportação. O desenvolvimento das ações ficará a cargo da B2Brazil a partir do perfil da empresa e de seus produtos ou serviços, mercados-alvo com potencial de compra, posicionamento de mercado e objetivos negociais.

Para o diretor de Micro e Pequenas Empresas do BB, Edmar Casalatina, a novidade aumenta o acesso de empresas de menor porte ao mercado estrangeiro, através do Proger Exportação, cujo agente operador exclusivo da linha de crédito é o BB. Os recursos do Proger Exportação são oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o orçamento para 2016 chegou a R$ 140 milhões, um incremento de R$ 97 milhões – mais de 225% – em relação aos recursos autorizados para 2015, que foram utilizados integralmente. “Com capacidade de gerar resultados e as vantagens em relação ao marketing tradicional, as estratégias de marketing digital têm sido utilizadas cada vez mais por empresas em todo o mundo para incrementar seus negócios”, avalia Casalatina. Ele explica que já era possível financiar despesas decorrentes da participação em eventos comerciais no Brasil e no exterior. “Isso incluía remessa de mostruários e material promocional, aquisição de passagens aéreas, hospedagem, locação de espaço físico, montagem e ambientação de estande. Agora, o apoio é mais amplo com o financiamento de marketing digital, o que permite às MPE promover seus produtos, prospectar clientes e interagir com eles, ampliando mercados e conquistando o comércio internacional”, ressalta.

O Proger Exportação é uma linha de crédito em moeda nacional destinada a empresas com faturamento bruto anual de até R$ 10 milhões, que tem por finalidade o financiamento à exportação de bens na modalidade pré-embarque, bem como de despesas com promoção de exportação. A linha oferece custo competitivo (TJLP acrescida de spread aplicado no momento da contratação), prazo de pagamento de até 12 meses, cobertura de 100% do valor da exportação ou da despesa de promoção comercial, vantagem tributária (alíquota zero de IOF) e possibilidade de utilização do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), dentro das regras do Fundo, como garantia complementar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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