Cobrar uma dívida exige jogo de cintura, ética e acima de tudo profissionalismo

Se há um setor nas empresas de uma forma geral que tem trabalhado muito nos dois últimos anos é o de cobrança. No mês passado, por exemplo, o número de inadimplentes no Brasil superava a casa de 58 milhões, sendo 8 milhões só na Região Sul, de acordo com dados do SPC Brasil. E quem trabalha com cobrança sabe que esta atividade exige muito jogo de cintura e raciocínio rápido para não perder de vista o foco que é converter a situação e transformar o inadimplente em pagador.

Um grande diferencial dos bons negociadores está em assumir uma postura ética. De nada adianta uma parte da empresa tratar bem os clientes até o momento que são bons pagadores e, a partir do instante que ser tornam devedores, outra parte tratá-los como inimigos mortais com direito a serem ofendidos e humilhados. As pessoas que trabalham com cobrança devem ter acima de tudo uma postura profissional, demonstrar confiança e assumir uma postura auxiliadora para conseguir ser ouvido em suas propostas.

Um profissional de cobranças jamais deve fazer ameaças, que em nada ajudarão, uma vez que os clientes conhecem as causas e as consequências de serem devedores. E mesmo estando inadimplente, o cliente não deve ser tratado com indiferença e o tom de voz do cobrador jamais pode ser alterado. Neste momento é importante lembrar que o contato está sendo feito para negociar e não para brigar. Agora o que o profissional de cobrança nunca deve fazer é se envolver emocionalmente com o devedor depois de ouvir suas tristes histórias. O cobrador deve ser imparcial sem ignorar os lamentos do cliente.

Por último, o ideal é que o cobrador busque soluções para ambas as partes demonstrando interesse em ajudar. O cliente deve sentir que a empresa onde ele está devendo merece confiança e deve cumprir com sua parte. Agindo de maneira ética pode-se chegar a um entendimento favorável, sem arranhar a imagem da empresa. Já a opção de incluir o nome do inadimplente em cadastros de proteção ao crédito só deve ser feita se a pessoa realmente não aceitar o diálogo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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