Cobrar uma dívida exige jogo de cintura, ética e acima de tudo profissionalismo
Se há um setor nas empresas de uma forma geral que tem trabalhado muito nos dois últimos anos é o de cobrança. No mês passado, por exemplo, o número de inadimplentes no Brasil superava a casa de 58 milhões, sendo 8 milhões só na Região Sul, de acordo com dados do SPC Brasil. E quem trabalha com cobrança sabe que esta atividade exige muito jogo de cintura e raciocínio rápido para não perder de vista o foco que é converter a situação e transformar o inadimplente em pagador.
Um grande diferencial dos bons negociadores está em assumir uma postura ética. De nada adianta uma parte da empresa tratar bem os clientes até o momento que são bons pagadores e, a partir do instante que ser tornam devedores, outra parte tratá-los como inimigos mortais com direito a serem ofendidos e humilhados. As pessoas que trabalham com cobrança devem ter acima de tudo uma postura profissional, demonstrar confiança e assumir uma postura auxiliadora para conseguir ser ouvido em suas propostas.
Um profissional de cobranças jamais deve fazer ameaças, que em nada ajudarão, uma vez que os clientes conhecem as causas e as consequências de serem devedores. E mesmo estando inadimplente, o cliente não deve ser tratado com indiferença e o tom de voz do cobrador jamais pode ser alterado. Neste momento é importante lembrar que o contato está sendo feito para negociar e não para brigar. Agora o que o profissional de cobrança nunca deve fazer é se envolver emocionalmente com o devedor depois de ouvir suas tristes histórias. O cobrador deve ser imparcial sem ignorar os lamentos do cliente.
Por último, o ideal é que o cobrador busque soluções para ambas as partes demonstrando interesse em ajudar. O cliente deve sentir que a empresa onde ele está devendo merece confiança e deve cumprir com sua parte. Agindo de maneira ética pode-se chegar a um entendimento favorável, sem arranhar a imagem da empresa. Já a opção de incluir o nome do inadimplente em cadastros de proteção ao crédito só deve ser feita se a pessoa realmente não aceitar o diálogo.








