Confiança no setor de Serviços recua e interrompe sequência de três altas em 2017
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas caiu 1,1 ponto em abril, para 84,2 pontos, interrompendo a sequência de três altas em 2017. Na métrica de médias móveis bimestrais , o índice continua em alta, de 1,7 ponto. “A primeira queda do ICS no ano parece sinalizar, antes de tudo, um ajuste na avaliação do setor sobre as condições de negócios. De maneira geral os indicadores permanecem em patamar historicamente baixo, e com distanciamento considerável nas avaliações sobre as condições correntes e futuras, o que sinaliza a possibilidade de o nível de atividade real se manter moderado nos próximos meses. Destaque-se ainda que a acentuação da queda dos indicadores de mercado de trabalho afeta particularmente este setor, que depende basicamente da demanda doméstica”, avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.
A queda da confiança em abril estendeu-se a 9 das 13 principais atividades pesquisadas e foi motivada por movimentos distintos em seus dois componentes: houve melhora da percepção atual e piora das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 2,2 pontos, para 76,6 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 4,3 pontos, para 92,1 pontos.
A principal contribuição para a variação do ISA-S em abril veio do indicador de percepção sobre a Demanda Atual, com alta de 3,0 pontos, para 77,0 pontos. Entre os indicadores integrantes do Índice de Expectativas (IE-S), o destaque negativo foi o de Demanda Prevista, que variou -8,0 pontos, para 90,2 pontos. O NUCI do setor de serviços subiu 0,3 ponto percentual (p.p.) em abril, para 82,5%.
Mensalmente, um quesito da Sondagem procura identificar os fatores que estão limitando a melhora do ambiente de negócios. Neste quesito, é reservado um espaço para que as empresas descrevam fatores que considerem importantes e que não estejam listados entre as opções de resposta oferecidas no questionário. A FGV/IBRE agregou as respostas livres deste quesito em grupos temáticos e apresenta, no gráfico abaixo, a evolução recente da frequência de respostas relacionadas ao tema “Clima Político”. O gráfico mostra que, em abril, houve um aumento de 1,5 ponto percentual na proporção de empresas citando a política como fator limitativo. O resultado sugere que o aumento da incerteza política pode ter contribuído para a calibragem no Índice de Expectativas.








