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Dez orientações para reduzir custos das empresas

Os últimos meses não estão sendo de notícias muito positivas para empresas, contudo, são nessas horas de dificuldade que um administrador de qualidade sabe se destacar, reavaliando o negócio em busca de passar por esse período sem maiores impactos na vida das empresas. Um dos principais caminhos para empresas em momentos de dificuldades é um planejamento para redução dos custos, o que pode garantir a sobrevivência da empresa.

“Um erro muito comum na hora de reduzir custos é que os empresários logo pensam em cortar colaboradores ou gastos de maneira desordenada. Mas, antes de fazer qualquer demissão ou corte drástico de custo, é fundamental analisar qual será o impacto no processo, principalmente as reduções do quadro de funcionários, que, normalmente, provocam queda na moral da equipe, reduzindo, de certa forma, o grau de comprometimento com as metas empresariais. Portanto, é preciso ter bastante cautela”, conta o coautor do livro Papo Empreendedor e da apostila Educação Financeira para empreendedores (Editora DSOP), Reinaldo Domingos.

Confira as dez orientações para redução de custos:

 1. Identificar todos os itens de custos e despesas, o seu valor médio e o total, durante, pelo menos, os últimos seis meses, colocando essas informações em uma tabela ou planilha eletrônica;

2. Separar os custos por tipo, ou seja, custos variáveis e custos fixos;

3. Fixar meta de redução de cada item de custo para os próximos meses, após uma rigorosa avaliação das consequências do corte ou mesmo eliminação. Esta ação é chamada de previsão de custos e deve ser feita mês a mês;

4. No acompanhamento dos custos, é necessário comparar essa previsão com quanto foi efetivamente gasto no respectivo mês e verificar se a meta de redução está sendo alcançada. Em caso negativo, verificar os motivos que estão dificultando ou impedindo a realização das metas desejadas;

5. Todos os passos até aqui apresentados devem ser repetidos continuamente, para que se obtenha os resultados planejados. Estabeleça novas metas e novos resultados, criando, dessa forma, o hábito de diagnosticar, planejar e controlar os custos do seu empreendimento;

6. Na elaboração do plano de redução de custo (previsão de custo), escolha, em primeiro lugar, os itens de custo em que deve aplicar seus esforços e que ofereçam a possibilidade de obtenção de economia sem muita dificuldade;

7. Para tanto, concentre-se, primeiramente, nos custos associados ao desperdício de dinheiro, questionando, sobre cada item de custo, se ele é necessário e se agrega valor à empresa e/ou aos clientes. Em caso negativo, esse item de custo deve ser eliminado de imediato ou ter uma redução gradativa até a sua completa extinção, no prazo mais curto possível;

8. A atenção deve ser redobrada para aqueles custos de valor elevado, pois eles oferecem uma ótima oportunidade de economia, mediante sua redução ou mesmo eliminação;

9. É bom lembrar que a redução de custos pode ser danosa para o desenvolvimento das atividades da empresa no futuro. Ao fazer o plano de redução de custos, certifique-se de que seus níveis atuais de qualidade não serão afetados e que competências da empresa – necessárias para atender aos seus objetivos – não serão suprimidas.

10. Caso você tenha dificuldade em trilhar os passos anteriormente sugeridos, seria recomendável contar com a ajuda de um profissional especializado em custos ou cursos para capacitação do administrador nessa área.

Cortes podem ser feitos de forma criativa

Muitas vezes a redução de custos podem ser feitas de forma a usar novas tendências de mercado, exemplos atualmente não faltam. Só sendo necessário a imaginação. Basta ver como as empresas já estão reduzindo custos de telefonia utilizando ferramentas de comunicação online. Outro exemplo que vem tendo grande impacto nas contas das empresas é o coworking, ou escritórios compartilhados.

Nesses, boa parte dos gastos de uma empresa relacionados ao processo administrativo são unificados e rateados entre outros empresários. São os custos com telefonia, luz, água, manutenção, limpeza, dentre outros que quando se coloca na ponta do lápis se mostram muito expressivos. Isso, sem contar, com o aluguel. “O grande diferencial é que a divisão só proporciona benefícios para quem se utiliza desse modelo de trabalho, pois os custos chegam a ficar até 40% menores do que em uma locação individual de escritório”, explica Fernando Bottura, que idealizou o Gowork (www.gowork.com.br), empresa especializada em compartilhamento.

Assim, a redução de custos é uma necessidade, que deve ser realizada de forma planejada, observando opções que possibilitem esse resultado sem prejudicar os processos de ações do negócio.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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