Sicredi anuncia crescimento de 36,1% em 2016

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,5 milhões de associados e atuação em 20 estados brasileiros – registrou em 2016 crescimento de 36,1% e alcançou o resultado líquido recorde de R$ 1,96 bilhão. Deste total, R$ 452,7 milhões foram pagos via juros ao capital social dos associados. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) foi de 20,4%, aumento de 0.9 p.p. em relação a 2015. Os dados do combinado de 2016 incluem os números da Central Norte Nordeste, filiada ao Sicredi em março de 2016.

Os ativos totais apresentaram crescimento de 25,5%, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 65,9 bilhões. O patrimônio líquido registrou expansão de 33,6%, somando R$ 10,8 bilhões, em dezembro de 2016. O Índice de Basileia Aglutinado (análise gerencial que compara o patrimônio de referência de todas as entidades do Sistema com os riscos de suas atividades) foi de 24,2%, no final de 2016, indicando confortável situação patrimonial.
Em 2016, os depósitos totais fecharam com volume de R$ 42,9 bilhões, refletindo a ampliação da liquidez do Sicredi. Destaque para o crescimento dos depósitos de poupança, que obteve um incremento anual de 33,8%, totalizando R$ 6,9 bilhões. Esse aumento ocorreu em cenário adverso, no qual a caderneta de poupança no sistema financeiro terminou 2016 com captação líquida negativa de R$ 40,1 bilhões. A atuação regional contribuiu para a manutenção do ritmo de crescimento nas captações.

De acordo com o CFO do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares, 2016 apresentou diversos obstáculos para as empresas devido à instabilidade político-econômica. Porém, o Sicredi manteve sua performance e crescimento, expandiu sua atuação nacional com a filiação da Central Sicredi Norte Nordeste e superou os números do ano anterior. “O foco constante no associado mantido pelas nossas Cooperativas de Crédito e a manutenção de indicadores financeiros robustos, baseados em cenários de médio e longo prazo, nos permitiram concluir o ano de 2016 com resultados positivos”, afirma Tavares.

A carteira de crédito somou R$ 36,2 bilhões em dezembro de 2016, ampliação de 18,3% em 12 meses, apresentando desempenho positivo em todos os segmentos. Do valor total do ano passado, R$ 20,2 bilhões foram destinados para o crédito geral, enquanto R$ 16 bilhões foram alocados no crédito rural e direcionados.

O crescimento da carteira de crédito contrasta com o movimento registrado no mercado nacional, que reduziu sua carteira em 3,5%. Mais uma vez, a relação direta com as regiões colaborou para esse desempenho. Contribuiu ainda o uso de novas ferramentas de suporte à decisão: hoje, 40% das operações já contam com limite pré-aprovado e 78% das operações de crédito pessoal são feitas via canais como internet, mobile e caixas eletrônicos. Além de favorecer o crescimento, o uso intensivo de tecnologia reduz custo e melhora riscos.

A manutenção da qualidade da decisão de crédito garantiu a estabilidade do indicador de inadimplência (índice Over 90) do Sicredi, mesmo diante do cenário econômico desfavorável, em 2,4%, contra uma média de 3,7% do mercado. “Melhoramos a gestão do crédito, aumentando a qualificação na concessão, fortalecendo o acompanhamento das condições financeiras do associado, além de aprimorarmos a cobrança e a recuperação de crédito. Reforçamos nossa proximidade com os associados e o entendimento das suas necessidades, visando a concessão do crédito de forma responsável. A robustez da gestão financeira do Sicredi permitiu, mesmo em um ano desafiador, crescer a carteira de crédito e ampliar a liquidez. No final de 2016, 43,5% dos ativos eram ativos líquidos (títulos públicos)”, salienta o CFO.

As receitas de serviços somaram R$ 1,3 bilhão, alta de 15,9% em 12 meses, impulsionada principalmente pelas receitas advindas de serviços bancários (R$ 552,4 milhões), de seguros (R$ 207,8 milhões), de cartões (R$ 160,9 milhões) e de cobrança (R$ 160,3 milhões).

Em seguros, foi registrado mais de R$ 1 bilhão em faturamento, crescimento de 11%, enquanto o mercado cresceu em média 4%. O Sicredi superou a marca de 2,7 milhões de seguros vigentes e de mais R$ 445 milhões indenizados, com destaque para as operações rurais e agrícolas, com a inclusão de novas companhias seguradoras em equipamentos, benfeitorias rurais e grãos. Atualmente, os produtos de vida e ramos elementares são operados com 11 das melhores seguradoras do País.

O Sicredi disponibiliza aos associados 13 variantes de cartões, das principais bandeiras do mercado, além de possuir parcerias com as empresas Rede e GetNet. Em 2016, foram implementadas melhorias na operação por meio da revisão de processos e desenvolvimento de novos produtos e serviços, que resultaram em um crescimento de 43,8% na receita. Em consórcio, o Sicredi avançou no volume da carteira, aumentando o tíquete e conquistando um crescimento de 22% ano, totalizando uma carteira de R$ 9,4 bilhões em créditos administrados e 165 mil cotas ativas (10% de crescimento).

No ano passado, o Sicredi inaugurou 126 agências, incluindo uma na Avenida Paulista. Elas já trazem a nova marca, desenvolvida pela Interbrand Brasil, e lançada para reforçar o posicionamento de instituição financeira cooperativa. Em 2016, incluindo as novas agências e as filiadas à Central Sicredi Norte e Nordeste, houve um incremento de 9% nos pontos de atendimento, em relação ao ano anterior, totalizando mais de 1.500.
O crescimento do Sicredi vem sendo suportado por ações que focam no ganho de eficiência. Nos últimos anos, tais resultados foram maiores que os observados no mercado. Vários processos vêm sendo intensamente automatizados, como é o caso dos avanços nos sistemas de suporte de crédito.

Segundo Tavares, o conjunto de ações que justifica o resultado é fruto de uma clara orientação estratégica em 2016. “As Cooperativas de Crédito filiadas ao Sicredi definiram seu planejamento para o quinquênio 2016/2020, que orienta as ações de todo o Sistema. Em resumo, os excelentes indicadores financeiros são reflexo de um processo robusto de gestão e claro foco estratégico e da atuação próxima das regiões em que estão inseridas as Cooperativas de Crédito”, finaliza o CFO.

Cenário para 2017

Para 2017, o Sicredi espera uma estabilização na atividade econômica. O consumo das famílias e o investimento ainda seguirão lentos ao longo do ano, mas devem ser estimulados gradualmente pela queda da taxa de juros. A economia deverá receber surpresas positivas em decorrência da perspectiva de safra recorde e do saque do FGTS (potencial de adicionar R$ 41,0 bilhões na economia). Neste contexto, o Sicredi manterá o crescimento estabelecido no seu planejamento estratégico. Estão previstas 84 novas agências, ampliando a atuação para mais 45 municípios, além dos 1.171 onde já está presente. O processo de integração operacional das Cooperativas de Crédito da Central Sicredi Norte Nordeste seguirá durante o ano e será concluído em 2018. A instituição financeira cooperativa também prevê um incremento de 18,9% nos ativos, 11,9% em crédito total e 5,5% no número de associados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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