Dinheiro investido em um cliente fidelizado é mais rentável do que os recursos aplicados para atrair novos consumidores

Nos últimos anos muito tem se falado no fato de que as empresas devem buscar cada vez mais alternativas para fidelizar seus clientes e, no longo prazo, transformá-los em clientes leais. Embora muitos empresários acreditem que fidelidade e lealdade sejam a mesma coisa, quando se trata de gestão, essas palavras possuem significados diferentes.

A fidelidade, por exemplo, geralmente está ligada a programas através de pontos ou recompensa, ou até mesmo a qualidade e preços dos produtos. Já a lealdade é mais profunda. Normalmente, alguém se torna cliente de uma empresa porque acredita na sua missão e gosta da forma como é atendido. É quase uma relação de amizade com a empresa ou com alguém que está lá dentro. Por isso, a importância do trabalho em equipe. Outro ponto importante e que deve ser levado em conta é que enquanto a fidelidade oferece picos de crescimento, a lealdade traz estabilidade da empresa.

A esta altura, muitos empresários devem estar se perguntando o que devem buscar primeiro nos seus negócios: a fidelidade ou a lealdade dos clientes. Antes de tudo deve-se pensar na seguinte premissa: não existe lealdade sem antes vir o conhecimento e a relação direta. Por isso, antes de querer clientes leais, é preciso atrair clientes fiéis. Mas também não se pode esquecer que, para isso, deve-se satisfazer o cliente fiel muito além do preço ou com programas de fidelização, pois isso poderá torná-lo fiel apenas ao programa e não a empresa. Oferecer mais do que está sendo anunciado é um dos caminhos para proporcionar lealdade.

Outro item importante e que os empresários não podem se esquecer é que muitas pessoas entram numa empresa, independentemente de qualquer coisa. Por isso, é preciso estar preparado para entregar tudo o que ele está buscando. Neste caso, a empresa poderá ter um cliente leal sem passar pela fase de fidelização.

Por outro lado, pesquisas apontam que um consumidor bem engajado com uma marca pode gastar entre 50% e 70% do seu orçamento mensal em um único estabelecimento. Se o varejista direcionar seus esforços para aproximar mais ainda esse consumidor, ao invés de tentar adquirir novos consumidores, esta equação será positiva, especialmente também se tiver uma boa plataforma de lealdade guiando a estratégia a partir das preferências do consumidor. Desta forma, o dinheiro investido em um cliente fidelizado sempre será mais rentável que o dinheiro investido em um novo cliente. Isso porque ainda não se conhece o cliente novo ou as suas preferências. Ou seja, é bem difícil que uma oferta o leve a gastar em uma loja da qual ele nunca comprou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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