Fechar vendas através do cartão de débito ou crédito é uma necessidade, mas é preciso que as empresas tenham um controle maior das taxas cobradas

Eduardo Pegoraro: Com 28 diferentes bandeiras de cartões fica impossível realizar a conciliação de valores.

Hoje não se imagina mais uma empresa que não disponha de uma máquina de cartão, uma vez que as pessoas cada vez menos carregam dinheiro em espécie na carteira. Segundo informações do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 72% das empresas brasileiras aceitam o cartão de crédito como forma de pagamento. Entretanto, a grande queixa dos empresários é o alto custo das operações para manter as máquinas, e que inclusive acaba se refletindo na margem de lucro.

Com as vendas em queda diante da retração econômica qualquer gasto a mais ou a diminuição dos lucros devem ser evitados. E para que isso aconteça, os empresários precisam ter um controle maior das taxas cobradas e das transações efetuadas. Pesquisas apontam que 20% dos empresários tiveram que aumentar os preços dos seus produtos para conseguir pagar as taxas de administração. Mas, a maior queixa dos lojistas é a demora para receber o reembolso do valor vendido.

Uma das soluções para este problema, apontada pelo especialista em marketing, Carlos Eduardo de Souza, é um controle mais rígido dos recebimentos, verificando se as cobranças estão corretas, conferindo com frequência o aluguel da maquininha, acompanhando os cancelamentos das operações, e analisando diariamente o comportamento das vendas.

Para que este tipo de trabalho dê resultados é fundamental que alguns itens sejam observados. O primeiro deles diz respeito ao relatório de vendas, que deve levar em conta a forma de pagamento (se foi crédito ou débito), o Número de Autorização da Transação (NSU), o valor e a data da compra. Esses dados devem ser cruzados com os do Extrato de Venda e Pagamento das operadoras para a realização da conciliação de cartão.

O segundo ponto a ser cuidado é o extrato de vendas e pagamentos que apresenta o registro detalhado dos pagamentos efetuados na data, referente tanto às transações que foram parceladas, ou as vendas em débito ou crédito à vista. Com ele em mãos, é possível filtrar o saldo de lançamentos futuros por datas. Essas informações estão disponibilizadas pelas operadoras na internet.

O terceiro item importante que não pode ser esquecido pelos empresários se refere ao extrato bancário, que mostra com precisão se todos os créditos foram transferidos para a conta bancária.

ConfereCard

O empresário Eduardo Pegoraro é proprietário de postos de combustíveis, em Curitiba, e recebe muitas contas pelos cartões de crédito e débito. Até algum tempo atrás ele aceitava seis bandeiras de cartões de crédito, sendo que era relativamente fácil fazer a verificação da conformidade dos créditos depositados em conta bancária. Hoje, os postos de Pegoraro recebem 28 diferentes bandeiras de cartões, cada uma com uma regra, uma taxa, um prazo. “Ficou impossível realizar a conciliação de valores com o Excel”, salienta.

Foi então que o empresário decidiu buscar uma solução no mercado e encontrou apenas softwares de difícil entendimento e leitura. “Diante disso, resolvi então elaborar uma ferramenta que me atendesse e criei um sistema para realizar tal feito. O sucesso foi imediato, pessoas que eu não conhecia começaram a me procurar pedindo para eu disponibilizar minha ferramenta. Diante da procura resolvi abrir uma empresa, assim, há três anos nasceu o ConfereCard”.

Hoje o ConfereCard tem clientes em todo o Brasil e atua nos mais variados segmentos do comércio, informa Pegoraro. Segundo o empresário, a utilização da ferramenta traz resultados surpreendentes, já que a quantidade de não conformidades (taxas cobradas diferentes da pactuada, cobrança de aluguéis de equipamentos inexistentes, antecipações de valores que não foram solicitadas, etc) é muito grande. Outra informação que o uso do sistema possibilita é a apuração exata de quanto custam os cartões para a empresa, informação que geralmente não é devidamente apurada e podem causar impactos grandes nos resultados das empresas, alerta Pegoraro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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