J&F contrata empresa de advogados nos EUA e nega contrato com bancos brasileiros para vender ativos
A J&F Investimentos, controladora do grupo JBS, confirmou por meio de nota enviada à imprensa na noite desta terça-feira (23) que contratou o escritório Trench, Rossi e Watanabe nos Estados Unidos, em meio ao escândalo sobre distribuição de propinas para políticos brasileiros. O jornal O Globo noticiou em reportagem em 17 de maio que a J&F havia contratado esse escritório para negociar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após executivos do grupo terem fechado uma delação premiada no Brasil que revelou o esquema de propinas e gravação de conversa com o presidente Michel Temer sobre o tema.
Na terça-feira (23) à noite, a J&F ainda negou que tenha contratado o Bradesco BBI ou outro banco para vender ativos, em resposta à notícia divulgada pela Reuters na terça-feira (23). “A J&F Investimentos informa que não é verdadeiro o relato de que contratou o Bradesco BBI ou qualquer outro banco para a venda de ativos”, informou a empresa.
Matéria da agência de notícias Reuters reportou que a JBS e a família controladora da empresa teriam contratado o Bradesco BBI para trabalhar em um plano para venda de vários ativos após o escândalo decorrente das revelações da delação premiada de Joesley e Wesley Batista na semana passada, segundo três fontes com conhecimento direto do assunto. A família, que controla cerca de 42 por cento da JBS, estaria buscando maneiras de levantar capital para pagamento de multa do acordo de leniência ainda em negociação.
A Reuters disse que a JBS e o Bradesco BB não responderam imediatamente às solicitações de comentários para a matéria na terça-feira (23).
Negociações com o MP
O grupo J&F disse também em comunicado na noite de terça-feira que as negociações com o Ministério Público Federal brasileiro para um acordo de leniência no país prosseguem. O escritório contratado pela J&F no Brasil é o Baker McKenzie. A J&F tinha até a sexta-feira (19) para dar uma resposta em relação à proposta do MPF que defendia o pagamento de R$11,2 bilhões pela empresa como multa do acordo leniência no Brasil. Mas as partes não chegaram a um consenso, já que o grupo J&F queria pagar R$1 bilhão.








