Tão importante como ter uma boa marca é fundamental fazer o seu registro

A marca é a maior identidade de um negócio, pois ela é responsável pela associação que o consumidor faz com as características do produto que está comprando ou do serviço que está contratando. Portanto, a escolha de uma marca é muito importante e deve levar em consideração a criatividade, o diferencial e a relação com o produto ou serviço oferecido. Outro item importante são as cores utilizadas no logotipo, que podem alterar, inclusive, o comportamento de um cliente.

As cores quentes devem ser destaque em uma logo. O vermelho, por exemplo, é uma cor agressiva e apropriada para o nome da empresa ou algum elemento vital do design. O laranja não é tão severo quanto o vermelho, mas é um tom vivo que atrai as pessoas. Já para denotar autoridade, o uso do azul deve ser considerado e o verde deve ser incluído no logotipo, caso o negócio esteja associado à saúde. Mas, nas empresas onde a maior parte dos clientes são mulheres, as cores roxo, lilás e rosa são as melhores opções.

Tão importante quanto ter uma boa marca é fundamental fazer o seu registro. Aliás, a importância do registro de uma marca vai muito além da garantia de exclusividade sobre seu uso. Ela abrange a proteção de um dos bens imateriais mais valiosos da empresa, que é a sua identidade perante o mercado. Vamos imaginar um empresário que constituiu o seu negócio e, além das medidas obrigatórias, também contratou uma equipe profissional para elaborar suas estratégias e criar a sua marca. Entretanto, só depois de muitos anos trabalhando para o crescimento e fortalecimento da sua marca, decidiu registrá-la. E descobriu que já existia um pedido de registro da mesma marca feito por outra empresa, do mesmo segmento que o seu. Dá para imaginar o tamanho do transtorno que isso representa para um negócio?

O registro da marca não é obrigatório, mas é extremamente recomendado para o bom andamento das atividades empresariais. Eu não consegui obter os números exatos de qual o porcentual de empresas brasileiras que registraram suas marcas, mas fui informada que infelizmente, ainda são poucas as organizações no Brasil que se preocupam em registrar sua marca no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

O processo de registro de marca é iniciado com a busca prévia para verificar se a marca que se pretende registrar já não foi feita por outra pessoa. A partir daí, basta realizar o pagamento da taxa de pedido de registro fixada pelo INPI e depositar o pedido através de formulários eletrônicos. Após a análise do pedido e, estando ele em conformidade com o estabelecido na legislação, será concedido o registro por 10 anos, podendo ser renovado por sucessivas vezes, enquanto perdurar a exploração da atividade empresarial.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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