Varejo precisa se adaptar às novas tecnologias para se aproximar do consumidor e não perder vendas

No caminho do cinema, a estudante Ana Clara liga para a amiga e diz que já está comprando os ingressos pelo smartphone, para não se atrasarem para a sessão e garantirem um bom lugar. A amiga, Juliana, já está no shopping, pois queria comprar um tênis antes do cinema. Ela entrou em diversas lojas, comparou os preços do modelo que mais gostou e, de tanto comparar, encontrou uma loja com uma oferta na qual o tênis sairia pela metade do preço.

Juliana teria ficado feliz, se tivesse o número dela no estoque. Mas a vendedora encontrou uma forma de atender ao pedido, sugerindo que Juliana comprasse online e retirasse dentro de dois dias, na mesma loja. As duas situações refletem o que até alguns anos atrás parecia um sonho e agora é condição de sucesso para o varejo brasileiro. “Para não perder vendas, o lojista deve ficar mais próximo do consumidor, seja por meio de totens físicos em lojas ou em plataformas multicanais”, explica a expert no varejo e em estratégias de canais de vendas em lojas físicas e virtuais, Fabíola Paes, coordenadora do laboratório de Varejo da Universidade Positivo e uma das fundadoras da Neomode, uma startup de tecnologia voltada ao desenvolvimento de soluções para quem busca ampliar e facilitar as ações de compra e venda.

Fabiola relata que o omnichannel é hoje uma das grandes tendências no mercado de varejo, uma vez que, dentro desta perspectiva, não existe mais diferença entre a loja física ou a loja on-line. O cliente tanto pode conhecer o produto na internet e comprar na loja física, ou o contrário. “Com um consumidor multicanal é necessário que as empresas de varejo estejam preparadas para atender a este novo perfil de cliente e a implementação de plataformas específicas vem suprir esta demanda, além de apresentar novas estratégias de comunicação”.

Colocando em prática esses conceitos, a Neomode pretende alavancar em 30% as vendas de seus clientes por meio de plataformas de venda digital, ampliando o leque de serviços ofertados para as companhias, melhorando o gerenciamento de compras e estoque, além de gerar mais conforto e interação entre os compradores. Entre os clientes da startup curitibana estão dois expressivos representantes da indústria da beleza: a L´Oréal, para quem a Neomode desenvolveu um aplicativo para a linha Maybelline, e o Grupo Boticário. Inovadora como o próprio nome, a Neomode traz em seu DNA a flexibilidade que lhe dá dinamismo e agilidade nas propostas, especialmente ao tratar de conceitos como vender, comprar, relacionar e surpreender o cliente.

Curitibana Neomode completa um ano e anuncia novos serviços

Em um ano de atividades, a Neomode cresceu sem perder sua característica principal: a resiliência e sua essência criativa. É com base nisso e na desburocratização que a empresa consegue rever as próprias bases e também aprimorar seu campo de ação, diminuindo o tempo entre maturação de ideia e resposta exigida pelo cliente. Atualmente a empresa já conta com 16 profissionais engajados e dispostos a oferecer facilidades para que o consumidor tenha a conveniência de comprar em qualquer lugar, a qualquer hora de forma simples e prática.

Além dos quatro sócios fundadores, a startup dispõe de um Conselho Consultivo e, como relata Fabíola, “o desafio diário é sincronizar todo o time na cultura startup, manter foco nas entregas do produto baseado em retorno contínuo do cliente e a gestão enxuta dos recursos financeiros”.

Entre as novas soluções ofertadas aos clientes estão sistemas de integração voltados para e-commerce, planejamento de recursos, gateway de pagamento, programa de fidelidade e engajamento, envio de ofertas e promoções, notificações personalizadas, recompra automática e conexão a comunidades e redes sociais.

Outra solução é a conversão de compras, em que o cliente escolhe a interface preferida (aplicativo, chatbot ou web) e a conveniência de retirar o produto no ponto de venda mais próximo.

A Neomode desenvolve, ainda, soluções para pagamentos, automatizando o processo e disponibilizando a opção ‘pague com um clique’, além de relatórios analíticos completos, com painéis de dados gerenciais e operacionais e indicadores variados. Na parte de gestão de vendas, oferece controle de desempenho e de alerta de ruptura de estoque.

Conforme Fabíola, tudo isso só é possível graças a maturidade do grupo que entende a importância de rever constantemente seus conceitos, aprendendo com erros e acertos, e que – como no basquete -, utiliza o conceito de pivotar, ou seja, “girar em outra direção e testar hipóteses mantendo sua base para não perder a posição já conquistada”. “Tudo isso, nos permite crescer e ampliar o escopo de atuação da plataforma de vendas digital para o varejo por meio de diversas interfaces”, observa, lembrando, inclusive, a retomada do primeiro nome da empresa (por alguns meses a startup se chamou Neostore).

E os trabalhos, assim como os desafios, avançam rapidamente. A ideia da Neomode é consolidar a plataforma de vendas digital, ampliar o leque de serviços ofertados para as companhias, facilitar todo o gerenciamento de compras e estoque, gerando mais conforto e interação entre os compradores. “Temos uma oportunidade de ouro nas mãos e vamos inovar todos os dias para conquistar outros clientes nacionais e internacionais”, observa o sócio Carlos Balsalobre, responsável pela área de desenvolvimento da startup.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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