Brasil não deve ter crescimento neste ano, diz professor da FGV

Apesar do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2016, divulgado nesta quinta-feira (1), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB não deve registrar alta no final do ano. De acordo com Nelson Marconi, coordenador do Fórum de Economia da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), não devemos esperar um resultado tão positivo para o PIB no segundo trimestre. “Chegaremos ao final do ano em relativa estabilidade (taxa de crescimento próxima a zero), mas em nível de produção muito baixo”.
Marconi ainda ressalta que “a instabilidade política deverá frear decisões de investimento e retomada da produção. O governo não conseguirá aprovar as reformas da forma como está propondo e a expectativa em relação ao futuro político deverá nortear as principais decisões de investimento produtivo até as próximas eleições”.
Nota-se ainda que os indicadores relativos ao mercado interno continuam ruins, mas, pelo menos, deixaram de cair. “O mais relevante para definir a tendência do PIB, a taxa de investimento (formação bruta de capital fixo), caiu para 15,6%, valor que corresponde ao mais baixo de toda a nova série estimada pelo IBGE, que tem início em 2000. As exportações de produtos primários, que puxaram o crescimento no primeiro trimestre, independem do cenário interno para se sustentarem e esse é um sinal positivo. Mas por outro lado, são voláteis, tanto que não se espera desempenho semelhante no segundo trimestre, e esse é um setor que não tem força suficiente para tirar a economia de uma recessão tão prolongada”, explica Marconi.








