You are here
Home > Sem categoria > Empresas e investidores podem ampliar área de atuação nos Estados Unidos através do E2

Empresas e investidores podem ampliar área de atuação nos Estados Unidos através do E2

O E2 é um visto temporário e concedido por dois a cinco anos. Essa modalidade foi criada para que cidadãos de países que têm tratado de navegação e comércio com os Estados Unidos, possam trabalhar e viver no país com suas famílias, durante dois ou até cinco anos, mediante algum tipo de investimento.

A maioria dos países que compõe a comunidade europeia, com exceção de Portugal, possuem essa parceria. Além da cidadania italiana, comum a maioria dos brasileiros, o solicitante precisa ter um capital em torno de 120 a 150 mil dólares. ” A partir deste valor, já é possível começar a planejar que tipo de negócio esse investidor vai iniciar nos Estados Unidos”, afirma Daniel Toledo, advogado especialista em direito de imigração e diretor da Loyalty consultoria.

Mesmo sendo relativamente simples, esse tipo de visto é repleto de detalhes que se não forem levados em consideração, podem fazer a diferença entre consegui-lo ou não. A complexibilidade está presente na análise de risco e implantação de negócio, que é algo totalmente subjetivo. “Diferente do L1 ou EB, em que a apuração é feita baseada em documentos, a conclusão do E2 envolve interpretação, muitas vezes repletas de critérios. Trata-se de um visto que precisa ter um pouco mais de cuidado”, avalia Daniel.

O profissional que vai apresentar o processo deve deixar claro que, mesmo com o risco, já foram contratados colaboradores, há contrato de aluguel e foram adquiridos equipamentos, planejamento de como será a prospecção deste novo negócio, expectativa de lucro para comprovar a sua solidez além de comprovar as demais despesas que envolvem o dia a dia daquela frente de negócio. “Com essa planilha de gastos estruturadas é possível apontar que já houve gasto em solo americano, demonstrando que já foi destinado parte do investimento para o E2”, destaca o advogado.

Daniel Toledo lembra que é preciso aliar o empreendedorismo com a inovação, assim como ocorrem com startups. “Por exemplo, se o interessado optar por uma franquia que já está em funcionamento, como as muitas que atuam no segmento de fast food, possivelmente terá a sua solicitação negada com base na ausência de risco do negócio”, alerta o especialista em direito internacional.

Diferente do L1, em que o solicitante necessita tornar evidente a sua capacidade de investimento, no E2 a iniciativa deve estar já funcionando, ou ao menos, iniciando as atividades. O ponto comercial, loja ou escritório, já deve estar aberto e ao menos com um colaborador.

Uma outra opção também válida dentro dos critérios do E2 é a de trazer uma empresa já existente no Brasil para os Estados Unidos. “A nossa equipe já atendeu mais de 60 clientes nos últimos anos que fizeram essa opção e usaram essa modalidade porque não queriam ficar vinculada a sede brasileira”, orienta Toledo.

Um empresário que tem uma fábrica de bolos, se quiser trazer uma filial para os EUA, mas ao mesmo tempo, não quer ficar vinculado a empresa brasileira porque já existe um comprador, consegue iniciar uma atividade nova sem estar vinculado juridicamente a anterior. ” O E2 previne deste tipo de situação. Se a solicitação fosse pelo L1, por exemplo, mesmo depois da venda se essa empresa falir, o visto seria perdido”. Com o E2, é possível abrir outras unidades inclusive vender diversas outras franquias nos EUA sem correr esse risco”, conclui Toledo.

Avatar
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top