Blindagem terá novas regras a partir de agosto

Glauco Splendore: proprietário de um blindado terá aumento no custo dos procedimentos.

A partir do próximo dia 5 de agosto passam a valer as novas regras para a blindagem de veículos no Brasil. A Portaria nº 55, do Exército Brasileiro, traz uma série de mudanças que deverão impactar a compra, venda e manutenção de veículos blindados. Entre as principais alterações contidas na norma, destacam-se a proibição na recuperação de vidros delaminados, a necessidade de Certificação de Registro (CR) junto ao órgão, pelo proprietário do automóvel, bem como alterações na blindagem de veículos que possuem teto solar. O Brasil é líder mundial na frota de blindados, com mais de 18,5 mil veículos, e os números continuam em ascensão.

De acordo com o especialista em segurança e blindagem veicular, Glauco Splendore, da Splendore Blindagem, as novas regras deverão trazer maior segurança aos processos de aquisição e transferência de veículos blindados, com forte impacto na prestação de serviços. “Considero que as mudanças são positivas à medida que focam na segurança do processo e devem prover melhores garantias aos clientes que buscam o serviço”, ressalta.

No que se refere à documentação dos blindados, anteriormente, somente a blindadora deveria apresentar o CR. Com a nova regra, a exigência da documentação por parte dos proprietários – seja pessoa física ou jurídica – deverá criar mecanismos mais rígidos e controlados – o documento tem validade de três anos. Splendore defende que, para as blindadoras que já oferecem serviços de criteriosa qualidade e compromisso com a proteção dos clientes, a alteração não deverá ser sentida.

Veículos blindados com teto solar deverão perder esta funcionalidade, uma vez que há expresso dispositivo na Portaria, destacando a exigência para que o acessório seja composto de peça única, fixa, e com mesmo nível da blindagem aplicada nas demais partes do veículo.

Já os níveis de proteção veicular permanecem inalterados, sendo o Nível III-A o mais indicado, com a permissão do órgão fiscalizador. As blindadoras devem fornecer ao cliente o Termo de Responsabilidade, com firma reconhecida e a descrição de todo o material utilizado, quantidade e nível de blindagem, além de validade da proteção balística aplicada.

Peças danificadas, mesmo que passíveis de reparo, deverão ser inutilizadas após todo o processo de comunicação exigido. Sob esta ótica está a proibição de “reautoclavagem” (recuperação de vidros com bolhas ou delaminados), procedimento bastante comum antes das novas regras.

O proprietário de um blindado terá um aumento no custo do procedimento, mas deverá estar mais seguro ao final do processo, na opinião do especialista da Splendore Blindagem. “Haverá, sim, um custo maior com documentação e com a execução de determinados procedimentos relacionados à manutenção do carro, mas o ganho técnico e as garantias do material aplicado deverão trazer maior proteção e resolutividade, pois, infelizmente, nem todas as blindadoras exercem este compromisso”, alerta.

Outra questão que pode preocupar os consumidores se refere ao prazo para a efetivação de serviços de blindagem, já que a liberação passa a ter um nível maior de fiscalização. “Acreditamos que demandará um prazo um pouco maior para a autorização, mas nada que comprometa; havendo, inclusive, expressa delimitação no período máximo para a conclusão dos serviços”, esclarece Splendore.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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