Cenário dos condomínios passa por mudanças e exige a profissionalização dos síndicos
O cenário dos condomínios está mudando rapidamente. A figura do síndico convencional, ou seja, a do morador que exercia a função por ter um tempo livre, ganhando como benefício a isenção da taxa condominial ou então uma pequena remuneração, está sendo substituída por um profissional especializado e preparado para exercer essa função. A gestão dos bilhões de reais que movimentam mensalmente este segmento, nos 200 mil condomínios espalhados por todo o País, sendo 12 mil só em Curitiba, começa a ser feita por síndicos remunerados, que trazem maior profissionalismo, segurança e comodidade aos moradores, além de gerar maior valorização ao patrimônio.
E quando se fala em remuneração, em cidades grandes como São Paulo, por exemplo, um síndico de sucesso pode receber por mês até R$ 30 mil. Para tal, os contratantes exigem conhecimento, formação específica e resultados a curto prazo. Eu conversei nesta sexta-feira (7) com o advogado do Secovi/Paraná, Artur Henrique de Pontes, e ele me disse que em Curitiba alguns condomínios já começam a migrar para o síndico profissional, mas a maioria ainda é administrada por empresas ou mesmo por moradores.
Também a estrutura física dos condomínios está mudando. Até algum tempo atrás, as grades eram poucas e quando existiam não eram tão robustas. Hoje, a grande maioria dos condomínios busca aumentar as barreiras físicas, tentando inibir ao máximo situações de perigo. Os condomínios também estão equipados com câmeras, espalhadas por todos os cantos, com sistemas de controle de acesso, monitoramento ativo, alerta vigia. Enfim, cada vez mais a tecnologia está alinhada na tentativa de minimizar a criminalidade. E com todo esse volume de dados e pessoas envolvidas, a pergunta que se faz é qual o futuro do segmento de condomínios?
O que está se identificando é a profissionalização do setor e uma exigência maior por parte dos clientes. Este movimento ocorreu por dois motivos: o aumento da criminalidade e a diminuição da população que consegue pagar um clube privado. Sendo assim, o condomínio necessita ser mais seguro e oferecer maior conforto aos moradores.
E uma coisa acaba puxando a outra. Para proporcionar maior segurança e comodidade aos moradores, o sistema de gestão se torna mais complexo. O síndico precisa de mais conhecimento; as administradoras, de novos setores e funcionários com mais habilidades. Logo, as profissões que envolvem o segmento se valorizam e surge concorrência por melhores oportunidades. A verdade é que com este novo perfil, todos saem ganhando, o investimento na contratação de profissionais capacitados é recuperado e novos empregos são gerados.








