Controlar o fluxo de caixa é fundamental para não comprometer a saúde financeira do negócio

O fluxo de caixa está para as empresas como o combustível para os carros. É ele quem determina a autonomia de um negócio e dita o ritmo no qual se pode funcionar, ou seja, se é possível investir, comprar, pagar, enfim, até onde a empresa pode chegar. E em tempos de crise, essa atividade se torna ainda mais importante, uma vez que a área financeira é bombardeada por todos os lados com solicitações de análises, estudos, previsões e simulações de cenários. Por isso, é fundamental que as empresas contem com boas ferramentas de gestão que ofereçam informações confiáveis, que controlem previsões “versus” realizações, e ainda possibilitem a simulação de operações financeiras como antecipações de recebíveis, que são usadas para cobrir necessidades pontuais de caixa.

Existem algumas formas de manter o fluxo de caixa sempre em dia e obter os melhores resultados. O primeiro passo é registrar e categorizar todas as movimentações, evitando o desperdício de dinheiro. É essencial separar tudo em categorias diferentes, para que seja mais fácil identificar os principais tipos de gastos e receitas e de onde eles vêm. Não vale colocar apenas “gastos” e “ganhos”, pois dessa forma não dá para saber como foram usados os recursos e nem a origem dos rendimentos.

Outro ponto importante é fazer o acompanhamento diário da movimentação do fluxo de caixa para evitar surpresas. Afinal, esse processo permite que a empresa possa se planejar e, como consequência, prever situações complicadas e tomar atitudes antes que elas aconteçam. Dessa maneira, a gestão financeira do negócio fica mais segura e saudável.

Também é possível através do fluxo de caixa fazer uma projeção média para todo o ano. Com ele, se pode avaliar diferentes cenários e já se preparar para as mais diferentes adversidades. Neste sentido é essencial estipular os gastos e ganhos também no fluxo mensal. Assim, no fim do mês, dá para comparar o que foi planejado com o que foi realizado. Dessa forma, é possível saber quais foram as despesas inesperadas e como fazer para evitá-las no futuro.

Por último, é importante é avaliar o capital de giro e verificar se a empresa está obtendo o retorno desejado com a venda de produtos ou serviços. Pode ser que seja a hora de renegociar contratos com os clientes e cobrar um pouco mais pelo que se está oferecendo ou até mesmo focar os esforços naquilo que vai garantir mais retorno financeiro. Por isso, é fundamental acompanhar o fluxo de caixa e fazer avaliações periódicas para ver se o negócio está realmente andando como o planejado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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