Mercado de luxo está na contramão da crise e continua crescendo
Enquanto a maioria dos setores sente os reflexos da crise no seu faturamento, o mercado de luxo passa ileso às adversidades da economia. Este ano, por exemplo, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Luxo, as vendas do segmento já cresceram 13% em relação a 2016. No caso de veículos, enquanto o mercado de automóveis populares amarga perda de dois dígitos, as concessionárias de luxo registram alta de 20% nas vendas. Se analisarmos outros setores como os de joias e artes, vemos que os consumidores das classes A e B não abrem mão de atualizarem seus acervos, tanto que a procura por designers exclusivos e galerias de arte não recuou. A justificativa para este desempenho positivo é que o alto índice de desemprego no país não atinge a estabilidade desta classe econômica, porque ela não depende de créditos, o que faz com que continue consumindo.
O que chama atenção é o número de consumidores de luxo. De acordo com dados do IBGE, dos 200 milhões de brasileiros, 64 milhões pertencem às classes A e B, todos em busca de excelentes produtos, serviços e experiências, a nova versão do mercado de luxo. Por sua vez, especialistas acreditam que, em 2025, Brasil, Rússia, China e Índia representarão nada menos do que 52% do mercado de luxo no mundo.
Os empresários que estão animados com esses números, para continuarem a desenvolver serviços e produtos que atendam às expectativas deste seleto grupo, e para entenderem como o comportamento das classes A e B reage neste mercado, devem ter um aprendizado contínuo. Já a atualização dos profissionais é fundamental.








