Indústria de materiais de construção acumula perdas de 6,2% no ano
O Índice da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat) revela que, após seis meses, o saldo em relação às vendas dos materiais de construção permanece em queda. Apesar da alta de 3,7% no mês de julho de 2017 se comparado ao mês imediatamente anterior (junho), o acumulado do ano em 12 meses apresentou queda de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado, e queda de 2,7% em julho frente ao mesmo mês do ano anterior.
O emprego na indústria de materiais de construção também seguiu registro de baixa, 5,4% no mês de julho de 2017 frente a julho de 2016. A comparação em relação a junho de 2017 mostra leve recuo de 0,2%. Em linha com esses resultados as variações acumuladas no ano e em 12 meses registraram respectivamente -6,4% e -6,9%.
O levantamento aponta que, embora a queda em julho tenha sido menor que a registrada em junho, o mercado continua enfraquecido. O segmento do varejo tem um pequeno crescimento no ano, mas o das construtoras ainda apresenta forte queda.
De acordo com Walter Cover, presidente da Abramat, o desemprego e as incertezas no plano politico, associados às dificuldades de crédito e juros de mercado ainda altos, postergam decisões de investimento e de consumo pelas famílias. “É urgente relançar o Construcard da Caixa Econômica em bases competitivas, acelerar o MCMV e resolver a regulamentação dos distratos na construção civil, para melhorar as condições de mercado no segundo semestre e iniciar um novo ciclo produtivo no setor. A maior preocupação é o aumento da sonegação fiscal, que causa queda na arrecadação, falta de isonomia na competitividade das empresas e alimenta idéias absurdas de aumentar a carga tributária”, finaliza Walter Cover.








