Números positivos do turismo de negócios e eventos atraem interesse de novos empreendedores

O turismo de negócios injetou R$ 193 milhões na economia de Curitiba, em 2016.

O turismo de negócios e eventos continua ativo, apesar da crise. No ano passado, o Brasil sediou 880 eventos, segundo dados do Ministério do Turismo. Para este ano, só em termos de feiras estão programadas 2 mil feiras. Na capital paranaense, segundo informações que eu obtive nesta sexta-feira (11) junto ao Curitiba Convention e Visitors Bureau, em 2016 foram realizados 157 eventos técnicos e científicos, que injetaram na economia local R$ 193 milhões. Para este ano, a expectativa é de que Curitiba sedie 215 eventos, que deverão atrair mais de 350 mil turistas, apenas no segmento de negócios e eventos.

Os números positivos têm animado novos empreendedores. Realizar eventos requer muita atenção e comprometimento por parte dos organizadores. Seja de caráter social ou empresarial, é preciso criar um ambiente propício, tornando essa experiência única.

Para que os eventos saiam de acordo com o planejado, o CEO e fundador da Evnts, Alexandre Rodrigues, dá algumas dicas. O primeiro passo é fazer um planejamento detalhado do evento, criando um plano de ação alinhado com todos os envolvidos. Por isso, é importante conversar com possíveis participantes para saber suas expectativas. Outro ponto fundamental é questionar como organizador se o evento é a melhor maneira de atingir o objetivo ou se pode ser feito por meio de outros canais.

Após finalizar o planejamento, os organizadores precisam elaborar um cronograma com as próximas ações e definir a verba destinada para o evento. Aliás, esse é um ponto delicado, pois muitas vezes os custos são maiores do que o planejado. Por este motivo, uma dica importante é procurar auditórios e buffets que tenham preços acessíveis, uma vez que este item, na maioria das vezes, representa 50% do orçamento de todo o evento.

Depois do planejamento e da verba, o terceiro ponto a ser considerado, segundo Alexandre Rodrigues, é a confiança nos fornecedores. Para facilitar esse processo, deve-se criar uma lista de tarefas com todos os itens que serão necessários.

Já a internet é a grande aliada dos organizadores de eventos de negócios. Rodrigues chamada a atenção para o fato de que atualmente existem aplicativos e plataformas que otimizam muitos processos na organização de um evento e melhoram a experiência de todos os envolvidos.

Por último, não é só por que o evento acabou que todas as tarefas estão concluídas. Muito pelo contrário. É nessa hora que os organizadores precisam estar próximos dos participantes, com o objetivo de coletar a opinião e avaliação para que possam resolver possíveis problemas e evitar que isso ocorra nas próximas ocasiões, finaliza o CEO da Evnts.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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