Cresce o número de processos para a internacionalização de empresas brasileiras

As modificações na estrutura comercial mundial trouxeram novas possibilidades de expansão para as empresas, sendo que a principal delas é a internacionalização. As últimas pesquisas apontam que empresas brasileiras estão presentes em 89 países ao redor do mundo, com maior número na América Latina, seguida da América do Norte, Europa e Ásia.

Aliás, a internacionalização das empresas será um dos temas discutidos na tarde desta quarta-feira (27), em Curitiba, no Business Day, que é considerado o maior encontro de negócios do Paraná, numa promoção da Amcham. O evento, que tem como local a Unicuritiba, espera reunir mais de 1500 empresários paranaenses, sendo também aberto ao público e a entrada é gratuita.

Eu conversei com o advogado mineiro Fillipe Leite, que a partir das 14h30 desta quarta-feira (27), estará palestrando sobre o processo de abertura de empresas nos Estados Unidos. Segundo ele, o fluxo de investimentos diretos do Brasil para aquele país vem crescendo a uma taxa média de 6,5% ao ano entre 2010 e 2016. Atualmente, 7 mil empresas brasileiras exportam produtos e serviços para os Estados Unidos. Em termos macro, pesquisa da ONU aponta os Estados Unidos como o País que receberá o maior número de investimentos diretos no período de 2017 e 2019.

Fillipe Leite: a internacionalização tem que ser bem planejada.

Fillipe Leite me explicou que a internacionalização não é um processo reservado apenas para as grandes corporações. Pequenas e médias empresas também podem internacionalizar seus negócios. De acordo com o advogado, são muitas as vantagens de se internacionalizar, que pode começar com uma parceria, passando pela abertura de uma empresa de importação e exportação, ou então de um investimento financeiro ou imobiliário, até a formação de uma sociedade através de uma holding empresarial. Tudo dependerá do perfil do empreendedor.

Entre as maiores vantagens de se internacionalizar e exportar é a redução da carga tributária. No caso específico da exportação, os produtos comercializados no exterior não sofrem cobrança de vários impostos em sua receita, como IPI, Cofins, PIS, IOF e ICMS. Em relação às vendas, as vantagens se dão na diversificação de mercado, pois deste modo a empresa não depende tanto das vendas internas, proporcionando maior segurança em relação às oscilações na demanda. Ter uma empresa no exterior também significa diferentes climas ou estações, dessa maneira as vendas sazonais (que dependem das estações do ano) podem ser compensadas focando a produção para outros países.

Outras vantagens da internacionalização citadas por Fillipe Leite são os baixos índices inflacionários e as taxas de juros, que nos Estados Unidos variam entre 1% e 1,25% ao ano, sem contar é claro com a estabilidade da moeda.
No caso específico dos Estados Unidos, o local preferido pelos empresários brasileiros para investirem naquele País é a Flórida, onde vivem cerca de 350 mil brasileiros. Mas, Fillipe Leite me apontou que existem outros estados americanos que oferecem boas vantagens para quem resolver abrir um negócio, entre eles, o Texas, que é o estado das grandes multinacionais, Delaware, onde estão instaladas 66% das empresas de capital aberto dos EUA e Wyoming, que não cobra imposto de renda nem das pessoas físicas e muito menos das empresas e é o estado menos populoso dos EUA, e um dos mais ricos do país em natureza intocada.

Fillipe Leite ressalta que é fundamental que os empresários que optarem pela internacionalização de seus negócios que em primeiro lugar conheçam as exigências técnicas de cada país, bem como a sua cultura e a maneira como serão feitas as negociações. “A internacionalização é viável e compensadora desde que bem planejada e estruturada e acompanhada de profissionais competentes”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *