E-commerce ainda é desafio para pequenas e grandes empresas

Quando os consumidores migraram dos corredores dos shoppings para as lojas virtuais, as empresas precisaram acordar para um novo fenômeno: o mercado digital. Hoje são mais de 71 mil lojas de comércio online que colocam o Brasil entre os 10 maiores e-commerces do mundo. São mais de 38 milhões de compradores únicos. E de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve fechar o ano com faturamento de R$ 60 bilhões.

Mas os desafios para atender e compreender o comportamento do novo consumidor são comuns para pequenas e grandes empresas. Mesmo marcas já consolidadas precisaram buscar estratégias para entrar nesse mercado. Foi o que aconteceu com a Positivo Tecnologia. Desde 2015, a empresa vende seus produtos diretamente ao consumidor pelo e-commerce. “Nós percebemos uma mudança no comportamento do consumidor e, diante disto, concluímos que teríamos benefícios ao adentrar neste mercado digital. Deixou de ser opção e passou a ser necessário estar lá”, conta Marcus de Paula Machado, analista de mercado na empresa. A tecnologia escolhida para criar a loja virtual da marca foi a Ciashop Store, Plataforma de E-commerce da TOTVS.

Marcus acredita que a grande sacada é perceber que não é preciso começar tudo do zero. É importante tirar proveito do que já foi desenvolvido de inovador na área e adaptar às necessidades da empresa. “A palavra-chave é parceria e nós tivemos a sorte de encontrar bons parceiros. Não é preciso tocar o negócio de ponta a ponta. Muitas vezes, nós travamos porque tentamos dominar todo o escopo do projeto. Sendo que há parceiros que poderiam trazer soluções muito mais fáceis e inteligentes”, comenta. “Cabe aos desenvolvedores de tecnologia oferecer soluções poderosas, mas com possibilidade de adaptação aos diversos portes e segmentos. É preciso entender o que o cliente do nosso cliente busca”, analisa o CEO da TOTVS Curitiba, Márcio Viana.

Em dois anos no novo mercado, os números do e-commerce da Positivo Tecnologia impressionam. Eram 60 SKUs para venda em 2015, esse ano esse número passou para 300 e a expectativa é chegar a 500 em 2018. “Antes tínhamos uma visão muito reduzida e hoje sabemos que o cliente quer muito mais”, diz Marcus. Os números do faturamento do setor também confirmam o sucesso da estratégia. Foram R$ 15 milhões em 2015, número que pode ser até 10 vezes maior em 2018. “Isso nos dá a dimensão de como o mercado cresce e como ele se direciona para esse lado”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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