Negociar com fornecedores e credores em tempos de aperto financeiro é fundamental, mas é preciso ter habilidade numa negociação

Em períodos de aperto financeiro como o que estamos atravessando é preciso saber negociar, seja com fornecedores, credores, consumidores e funcionários. Agora o maior erro que os empresários podem cometer é pensar que a negociação é uma guerra, ou então um campo de batalha, onde para que um sobreviva o outro deve morrer. Quem pensa assim, encara a negociação como uma luta e a outra parte como um inimigo a ser derrotado. Daí fica difícil um acordo.

Outra postura errada é a adesão à famosa “Lei do Gerson”, que se traduz em levar vantagem em tudo. Mas, o que os empresários devem ter em mente é que uma negociação demanda algumas habilidades que vão além da agressividade e da malandragem, como ouvir, saber o que quer, conseguir se expressar e ter empatia o suficiente para barganhar um resultado que seja bom para ambos os lados.

Segundo o palestrante e coach em vendas, Alexandre Lacava, quando se está em uma negociação não se deve pensar em resolver apenas o seu próprio problema. A maneira mais eficiente de conseguir o que se quer, é levar a outra parte a obter o que deseja. A satisfação de ambas as partes é a prova de que a negociação foi boa. Desta forma, com certeza, surgirão outros encontros para negociar novos negócios, ou seja, a negociação e a relação se fortalecem quando todos são beneficiados.

Outro ponto importante e que não pode ser esquecido é aprender a analisar com quem se está negociando. Agindo assim, é possível identificar quem são as pessoas e o que as empresas representam. É comum que um vendedor de sucesso conheça e investigue as dores e os anseios dos seus clientes. Ele sabe que esse é um ponto fundamental para a conversão de vendas. Esse empenho, de acordo com Alexandre Lacava, também deve ser usado com fornecedores e colaboradores, afinal de contas todos estão disponíveis para a negociação, mas alguém precisa dar o primeiro passo.

Numa negociação outro item importante é saber ouvir. Uma boa regra que pode ajudar a ser um ouvinte cada vez melhor é a dos 70/ 30, ou seja: deve-se planejar para ouvir 70% do tempo e falar 30%. Ao falar, o negociador deve utilizar as informações ouvidas e considerar as alternativas pré-estudadas.

Por último, a negociação tem que ser franca, mas o empresário que negociar usando um livro de regras do século passado não terá sucesso. O consumidor mudou, as relações de trabalho são diferentes e as empresas têm que se modernizar. Conhecimento e persistência para se aprimorar continuamente são essenciais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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