Inovação deve fazer parte do dia a dia das empresas de todos os setores e tamanhos para que possam ganhar mais dinheiro e encontrar a chave do crescimento

A inovação não é mais um diferencial competitivo e muito menos uma característica específica das startups. A cultura da inovação é algo que deve fazer parte do dia a dia das empresas, independente do seu setor e porte, para que possam ganhar mais dinheiro. e é também uma forma de incentivar os funcionários, gerentes, gestores e colaboradores de diversos níveis a pensar e produzir soluções inovadoras para melhorar cada vez mais os produtos e serviços oferecidos.
Para discutir o tema, o WTC Business Club Curitiba, que é um braço da maior plataforma de negócios do mundo, o World Trade Center Business Club, reuniu cerca de 50 empresários e executivos paranaenses. Eu participei desse evento, que apresentou cases de sucesso de empresas inovadoras e as diferentes linhas para obter recursos e bancar a inovação.
Segundo o diretor de operações tecnológicas do Instituto Lactec, o engenheiro civil, Lauro Elias Neto, é um grande erro pensar que as grandes empresas estão engolindo as pequenas. A diferença está na velocidade em que cada companhia consegue inovar, buscando o que tem de melhor. O diretor do Lactec, que tem sede em Curitiba, mas atende clientes em todo o Brasil e exterior, destaca que a inovação é a chave para que as empresas encontrem o tão esperado crescimento, mas é preciso conhecer os seus potenciais e de seus parceiros. Ele chama a atenção para o fato de que quando se pensa em inovação, a primeira palavra que aparece é tecnologia. Entretanto, para inovar é preciso além de ter recursos, fazer alianças estratégicas e, principalmente, ter mercado. Neste sentido, o diretor do Lactec cita alguns programas de incentivo da Aneel, ANP, BNDES, Lei do Bem, a própria Lei da Informática, Embrapii, além dos fundos internacionais Newton, que até 2019 vai investir, no Brasil, 45 milhões de euros, e Horizon 2020.
O economista e presidente da Curitiba Angels, Leonardo Jianoti, falou sobre a sua experiência como investidor-anjo, mostrando como vem evoluindo o ecossistema local de inovação e o quanto é importante a aproximação com startups por empresas que querem acelerar os seus projetos. Segundo Jianoti, o investidor-anjo aparece para cobrir o fluxo de caixa para que o negócio se torne viável. Entre as empresas apoiadas pela Curitiba Angels estão a Contabilizei, que foi uma das primeiras startups apoiadas e hoje é uma das empresas de maior destaque no Brasil, nesse formato de atendimento online. A Contabilizei realiza mais de 15 mil atendimentos mensais e seus clientes faturam R$ 1 bilhão anualmente. Outra empresa que recebeu recursos da Curitiba Angels foi a CataMoeda, empresa criada para solucionar o problema da falta de moedas em circulação e hoje é uma das empresas mais rentáveis do País.
Quando o assunto é dinheiro para financiar projetos inovadores, o BRDE oferece várias linhas para atender empresas de variados portes. De acordo com a gerente de Planejamento do BRDE, Lisiane Astarita, o banco aplicou nos últimos cinco anos, R$ 300 milhões de recursos para inovação, num total de 50 operações na Região Sul. A principal linha de financiamento é o Inovacred-Finep, e tem prazo de pagamento de oito anos e juros da TJLP mais 1% ao ano e os limites variam de R$ 3 milhões a R$ 10 milhões, dependendo do porte da empresa.
Outras linhas de crédito para inovação no BRDE são Inovacred Expresso, com prazo de quatro anos de pagamento, custo TJLP mais 3% ao ano e recursos de R$ 50 mil a R$ 150 mil; MPME Inovadora, prazo de 10 anos. TJLP mais 5% e Fundo Criatec 3, que é um Fundo de Investimento em Participações (FIP) criado por iniciativa do BNDES, com a finalidade capitalizar as micro e pequenas empresas inovadoras nas cinco regiões do Brasil. O BRDE é um dos principais cotistas do Fundo, com direito a voto no Comitê de Investimentos. Ao todo, o CRIATEC 3 deve alcançar R$ 220 milhões. Esses recursos serão disputados por empresas cujo principal diferencial competitivo é a inovação. O principal objetivo do Criatec 3 é investir em empresas inovadoras dos setores de tecnologia de informação e comunicação (TIC), agronegócio, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais, de forma a promover a sua capitalização e crescimento acelerado.
O debate sobre inovação integra uma agenda de 25 eventos que o WTC Business Club está promovendo neste segundo semestre em Curitiba, Londrina, Foz, Joinville, Florianópolis, Chapecó e Porto Alegre. Em formato de reunião-almoço, os eventos mobilizam empreendedores, gestores e executivos de dezenas de empresas de variados portes e segmentos. Ao fim de cada sessão, os participantes trocam experiências e informações e fazem contato profissional. A dinâmica é um dos principais pilares de atuação do WTC, cuja missão é a de fomentar o ambiente de negócios e gerar valor para seus associados.








