Mercado de palestras movimenta R$ 100 milhões por ano no Brasil

Silvia Patriani: ideias e pensamentos de um palestrante valem ouro

Estima-se que o mercado brasileiro de palestras movimenta em torno de R$ 100 milhões por ano. O segmento apresentava uma curva crescente, mas, em 2017, ficou um pouco parado, principalmente devido ao atual momento da economia. A crise fez com que as empresas repensassem sobre as verbas destinadas para treinamento de suas equipes.

De acordo com a diretora do Grupo Patriani, Silvia Patriani, mesmo diante deste cenário, quem está empenhando em seguir nesta carreira não deve desistir. ” Algumas vezes, o palestrante pode oferecer uma apresentação gratuita, e durante esse workshop, ele consegue passar o caminho que deve ser percorrido”, destaca.

Outro nicho que esses profissionais podem aproveitar é o de consultoria e coach, mas para isso, em primeiro lugar, é preciso estar, acima de tudo, preparado. ” Se os gestores notarem que não irão conseguir implantar as tais mudanças desejadas com o evento palestra, podem ter a opção de contratar esse mesmo especialista para executar uma mentoria, seja em grupo ou particular”, aponta Silvia.

Para isso, é preciso se destacar da concorrência apostando em cursos e formações com qualidade. “Hoje o número de palestrante no Brasil cresceu assustadoramente. Afinal, qualquer indivíduo que tem habilidade de falar em público se intitula como palestrante e passa acreditar que consegue tirar o funcionário da mesa de trabalho e levá-lo a um ambiente onde ele possa ouvir experiências que extrapolam as atividades do dia a dia”, destaca.

Para sair desta cesta, a especialista em formação de palestrante afirma que o primeiro passo é realmente dominar o assunto que escolheu. “Usar as redes sociais de forma estratégica divulgando artigos, trabalhos, cursos e formações, fazer o marketing pessoal, manter o seu network atualizado com promotores de eventos e também com responsáveis pelo RH da empresas. Ou seja, aliar conteúdo com uma boa exposição”, explica a diretora do grupo.

Segundo Silvia, cursos não formam palestrante e por isso é preciso avaliar atentamente os que estão disponíveis no mercado hoje. “Quais os profissionais que passaram por esta mentoria? São celebridades? Qual a profundidade e o conhecimento que esses professores possuem? Qual a sua história? Como foi o resultado que as pessoas alcançam? É importante frisar que as aulas visam somente dar um direcionamento”, pontua a especialista.

Silvia afirma que as ideias e pensamentos de um palestrante valem ouro. E a forma como eles são compartilhados fazem total diferença e quanto mais os argumentos de um palestrante são propagados melhor, por isso saber como criar uma marca forte é fundamental. “O conteúdo deve ter aplicação prática e transmitir ensinamento, para gerar nos ouvintes uma reflexão, abrindo assim uma visão para novas possibilidades”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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