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Mortalidade empresarial não é consequência só do dinheiro. Empresas que não inovarem certamente fecharão suas portas

A mortalidade das empresas não é apenas um efeito da desaceleração econômica ou da carência de competências de administração de negócios entre os empresários. Em muitos casos, a morte de um negócio é parte de um processo natural de uma empresa que se recusou a inovar. O fechamento de empresas sempre teve relevância para a Administração, porém é no século 21 que a mortalidade vem impactando cada vez mais negócios de diversos portes. Companhias consolidadas há mais de um século viram suas ações despencarem em alguns meses, forçando uma reorientação no modelo de negócios e, não raro, o inevitável pedido de falência.

Um estudo realizado pela Universidade de Economia de Londres, que reuniu as 100 companhias que tiveram as maiores capitalizações de mercado do mundo em 1912, revelou que 50% dessas empresas não existem mais. E apenas 19 continuam no top 100. Ainda no mercado mundial, uma pesquisa da Innosight, apontou que o tempo médio de vida das empresas listadas no índice Standard & Poor’s 500 era de 61 anos em 1958. Em 1980, esse tempo caiu para 25 anos. E hoje, a estimativa de sobrevivência é de apenas 18 anos.

No Brasil, a vida das empresas é ainda mais curta. De acordo com o Empresômetro, existem hoje no País, 21 milhões de empresas ativas de todos os portes, sendo 309 mil em Curitiba. Agora quando se analisa o tempo de sobrevivência, os números são desanimadores. Um levantamento feito sobre a base das mil maiores empresas do Brasil por vendas, de Melhores e Maiores, identificou que somente 30 são centenárias. A mais antiga organização da lista é uma estatal: a Casa da Moeda, instalada em 1695 pelos governantes portugueses em Salvador. Já entre as grandes empresas privadas brasileiras longevas, a maioria é bem mais jovem e tem no máximo 141 anos. São os casos da mineira Companhia de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira (1872) e as têxteis catarinenses Hering (1880) e Karsten (1882).

Por sua vez, a última pesquisa do IBGE aponta que mais da metade das empresas brasileiras fundadas nos últimos dez anos, fecharam suas portas em até quatro anos. As companhias que têm mais funcionários tendem a ter uma taxa mais alta de sobrevivência. O motivo é simples. É que fica bem mais caro para o empresário fechar uma empresa com um número grande de funcionários.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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