Atividades relacionadas à incorporação imobiliária foram responsáveis por 1,9 milhão de empregos em todo o País

A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) — entidade que reúne mais de 30 players do setor com representação nacional — apresenta estudo “Cadeia de Valor e Importância Socioeconômica da Incorporação Imobiliária no Brasil”, encomendado pela Associação para a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O estudo teve como objetivo estimar a importância socioeconômica da cadeia de valor da incorporação imobiliária na economia brasileira e suas regiões geográficas, por meio do impacto das atividades sobre variáveis econômicas, entre 2010 e 2017. Foram considerados empreendimentos residenciais e comerciais.

Os segmentos da incorporação imobiliária desempenham um papel fundamental no âmbito do desenvolvimento da economia brasileira. Envolve as atividades voltadas para promoção e construção de edificações ou conjunto de edificações, para alienação parcial ou total das unidades.
Ao longo do seu ciclo, constitui vínculos de uma extensa cadeia produtiva, que inclui desde a indústria de insumos até fornecedores de produtos e serviços associados à ocupação de imóveis residenciais e comerciais. “O setor influencia diretamente na oferta e melhoria das condições de infraestrutura, moradia e mobilidade urbana, produzindo impactos sobre a produção, o emprego e a arrecadação de impostos em diferentes setores e em todo o País”, afirma Luiz Antonio França, presidente da Abrainc.

Na atividade construtiva, mobiliza, por meio da sua demanda, recursos e insumos de diferentes setores da economia brasileira, tanto direta, quanto indiretamente. Gera emprego e renda para os participantes da cadeia produtiva, com destaque para a massa salarial dos trabalhadores, induzindo aumento do consumo.

Volume de mercado

Como forma de estimar o tamanho de mercado (em número de empreendimentos lançados), foram empregados métodos econométricos específicos, com base em dados e informações públicas. Entre 2088 e 2017, estima-se que tenham sido lançados no Brasil 6,3 milhões de unidades, entre unidades do programa MCMV (77,8%), unidades residenciais de médio e alto padrão (20,7%) e comerciais (1,6%).

Atividade construtiva

Os lançamentos foram distribuídos ao longo do tempo em termos de atividade construtiva (m²). Especificamente, o estudo estimou que o segmento de incorporação imobiliária foi responsável pela construção de 286,9 milhões de m² entre 2010 e 2017, distribuídos seguindo unidades do programa MCMV (77,4%), unidades residenciais de médio e alto padrão (20,9%) e unidades comerciais (1,7%).

Emprego: evolução anual

Entre 2010 e 2017, as atividades relacionadas à incorporação imobiliária foram responsáveis, anualmente, por 1,9 milhão de empregos em todo o País.

Por setor

Sob a ótica setorial, os impactos do segmento da incorporação, em termos de emprego, concentraram-se: em atividades relacionadas à indústria de transformação (19,7%); comércio varejista e atacadista (16,4%); construção (16,1%); agropecuária e produção florestal (10,9%).

Arrecadação de impostos

O segmento da incorporação imobiliária e atividades a ele associadas arrecadaram cerca de R$157,4 bilhões entre 2010 e 2017, uma média de R$ 19,7 bilhões ao ano.

Arrecadação por esfera

Ao longo do período analisado, os impactos do segmento de incorporação sobre a arrecadação de impostos se distribuíram, em média, entre a esfera federal (41,7% dos impostos arrecadados), estadual (37,9%) e municipal (20,4%).

Principais resultados

Entre 2010 e 2017, os impactos do segmento da incorporação imobiliária e setores/atividades a ela associados foram responsáveis pela geração anual de:cerca de 1,9 milhão de empregos em diferentes setores, com destaque para os empregos gerados na indústria da transformação, comércio e construção; R$ 19,7 bilhões em impostos arrecadados – R$ 7,3 bilhões na esfera federal (37,1%); R$ 6,6 bilhões na esfera estadual (33,7%); R$ 5,7 bilhões na esfera municipal (29,2%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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