Com faturamento de R$ 50 milhões e depois de 39 anos de história, Marcyn aposta em novo posicionamento para crescer
Com 39 anos de história, a fabricante brasileira de lingeries Marcyn renova a sua comunicação e divulga em nova campanha um posicionamento que a empresa sempre teve internamente: o de fazer underwear para a diversidade de formas dos corpos brasileiros, para as mulheres de verdade. Assim, nasce o conceito Marcyn Mais, M+, de mais leve, mais natural, mais autêntica, entre outras muitas possibilidades. “Somos especialistas em silhuetas e resolvemos mostrar não simplesmente com uma campanha, mas com um posicionamento, uma bandeira que mostra os valores da marca”, conta Janaína Passos, gerente de marketing da companhia.
Janaína diz que, naturalmente, a cada década há uma mudança no ideal de beleza. Agora, no entanto, um movimento inédito derrubou essa lógica: a união das mulheres nas plataformas digitais, que deu mais impulso ao movimento feminista. “Na era da informação, o padrão é cada vez mais o de encontrar a felicidade no próprio corpo, o de desconstruir estereótipos.A nossa postura é ter empatia com a busca das mulheres”, complementa detalhando que o principal público da marca são clientes modernas, bem-informadas e que buscam saúde e independência.
A nova abordagem da marca será divulgada nas plataformas digitais a partir do dia 5 de dezembro. Primeiro a campanha vai para as redes sociais e para o e-commerce da marca, que responde por cerca de 20% das vendas. A flagship Marcyn na Alameda Lorena, na capital paulista, também será adaptada com a nova comunicação a partir desta data. Em seguida é a vez de levar o conceito à rede de 3 mil lojas multimarcas que vendem as lingeries produzidas pela fabricante.
O novo posicionamento da Marcyn também marca um momento de retomada dos negócios para a empresa. A estratégia começou a ser desenhada ainda em 2015 quando, em meio à crise econômica, os negócios encolheram e a companhia promoveu amplo trabalho interno para enxugar custos e entender quais as potencialidades do negócio. Mauro Zaborowsky, vice-presidente da companhia.
“Depois de dois anos de queda no faturamento esperamos encerrar 2017 com alta de 7% a 8% (R$ 50 milhões) e continuar a avançar em 2018 com a nova estratégia”, calcula o executivo, projetando evolução de 10% para as receitas no ano que vem.








