Consumidor deve gastar mais neste Natal, mas abaixo do nível de 2014

Roupa é o presente preferido para o Natal 2017.

O consumidor continua recuperando o ânimo para gastar, mas ainda abaixo do nível de três anos atrás. Foi o que apontou a pesquisa da Sondagem do Consumidor, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) para este Natal. Dos 1869 entrevistados, 46,8%, em média, declararam estar dispostos a desembolsar o mesmo que em 2016. O percentual é quase similar ao de pessoas que pretendem gastar menos (46,5%). Apenas 6,7% afirmaram que comprariam em 2017 mais do que ano passado.

O Indicador de Intenção de Compras de Natal, calculado com base nas respostas favoráveis e desfavoráveis, subiu de 47,7 pontos, em 2016, para 60,3 pontos, este ano. “O resultado mostra uma recuperação no ímpeto de compra dos consumidores maior do que nos dois últimos anos para todas as faixas de renda, mas ainda menor do que em 2014”, analisou Viviane Seda, coordenadora da Sondagem do Consumidor do FGV IBRE e responsável pela pesquisa.

Segundo o levantamento, a disposição do consumidor para o consumo varia de acordo com a faixa de renda. Os mais pessimistas são os que recebem até R$ 2.100,00: 63,1% disseram que gastariam menos, contra 3,5% que estão dispostos a gastar mais neste Natal. Em contrapartida, no grupo com renda acima de R$ 9.600,00, 59,7% devem manter o nível de gastos e 8,8% pretendem desembolsar mais.

Consumidor deve optar por presentes de até R$ 50

Os presentes de até R$ 50,00 são a preferência de 41,2% dos entrevistados. O destaque está no grupo que vai gastar entre R$ 201,00 e R$ 500,00. Essa parcela de consumidores subiu de 5,3% para 7,2%, dos 25,8% que querem investir mais de R$ 100,00.

“O preço médio do presente para os consumidores com renda até R$ 2.100,00 é de R$ 59,00, e do consumidor com maior poder aquisitivo (maior que R$ 9.600,00) é de R$ 151,00. A diferença entre os consumidores de faixas de renda extremas é de R$ 91,60, muito semelhante à do ano passado (R$ 92,60). O que pode ser explicado pela maior dificuldade dos consumidores com poder aquisitivo mais baixo de comprometer uma parcela do seu orçamento, considerando seu nível de endividamento”, explicou Viviane.

Roupas são os presentes preferidos

Assim como nos anos anteriores, roupa é o presente preferido para o Natal. Em 2017, a pesquisa mostrou que 41,7% das pessoas devem optar por este item, seguido por brinquedos (22,9%), lembrancinhas (12,3%), artigos pessoais (4,8%), livros (3,7%) e calçados (3,7%). Para a economista, “a grande maioria dos consumidores prefere ainda dar roupas por ter uma grande variabilidade de preços”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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