Ouro Verde muda perfil da dívida e estuda nova emissão de debêntures

Karlis Kruklis, diretor-presidente da Ouro Verde.

Concentrada em ganhar liquidez e alterar o perfil de sua dívida, a Ouro Verde fechou os primeiros nove meses de 2017 (9M17) com 65% de seu endividamento no longo prazo. Até dezembro, a companhia, especialista em gestão e terceirização de frotas, espera ampliar seus contratos e alcançar a previsão inicial de investimentos para o ano, de R$ 400 milhões.

Para o diretor-presidente da Ouro Verde, Karlis Kruklis, a empresa se mantém na contramão da crise e figura como uma das menos endividadas do setor. “Nossa equipe financeira buscou linhas mais longas de financiamento e conseguiu prazos e condições melhores. Isso demonstra a confiança dos bancos e instituições financeiras na capacidade da empresa de reduzir suas dívidas”, avalia.

Mesmo com um cenário macroeconômico desfavorável, o endividamento líquido caiu R$100 milhões nos 9M17, o que representa redução de 7,1% se comparado ao mesmo período do ano passado. “Tudo isso sem deixar de investir”, ressalta Kruklis.

Entre janeiro e setembro, a Ouro Verde aplicou R$ 232 milhões para modernização e renovação de sua frota. O valor é 4,9% maior que nos 9M16. “Com certeza vamos superar em muito o volume de investimentos até agora. Acredito que o último trimestre de 2017 vai ser bastante forte e vamos nos aproximar da meta inicialmente prevista, de R$400 milhões”, ressalta o diretor-presidente da Ouro Verde.

A afirmação se baseia na perspectiva de retomada do desenvolvimento e na consequente ampliação da produção no país. Essa mudança de perspectiva econômica deve refletir na expansão da carteira já existente e na conquista de novos contratos. “O que posso garantir é que a companhia está muito otimista. Todos os ajustes financeiros de 2017 nos colocam preparados para fazer um grande ano em 2018”, completa.

Mercado de capitais
Segundo Kruklis, a companhia tem sido bastante assediada a lançar novas operações de dívida do mercado de capitais local e internacional. A emissão de debêntures ou Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) contribuiria para o alongamento da dívida da empresa e a conquista de linhas de financiamento ainda mais baratas.

“Já emitimos uma vez e temos sido incentivados a operar também fora do Brasil. É uma possibilidade bastante atraente, mas que continua em aberto. A companhia ainda não tomou uma decisão definitiva”, completa o diretor-presidente da Ouro Verde.

Crédito da foto – Giuliano Gomes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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