Porto de Paranaguá fecha 2017 com 51,5 milhões de toneladas operadas, a maior movimentação da sua história

O Porto de Paranaguá fechou 2017 com a maior movimentação de cargas da sua história. Ao todo, foram 51,5 milhões de toneladas operadas entre janeiro e dezembro, o que representa um crescimento de 11% em relação ao recorde anterior de 46,1 milhões de toneladas alcançado em 2013 e de 14,2% de aumento em relação ao ano passado, quando operou 45,1 milhões de toneladas.

O volume de movimentações foi bem acima da média brasileira. Enquanto as exportações de produtos no Brasil inteiro tiveram crescimento médio de 7,2% em relação a 2016, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, as exportações pelo Porto de Paranaguá cresceram 17%.

A marca é histórica, pois representa uma mudança no patamar dos portos do Paraná. “O Porto de Paranaguá se preparou para isso. Foi uma confluência de fatores que levaram a este recorde. O campo produziu muito, o câmbio favoreceu a comercialização internacional da produção agrícola e o porto se equipou nos últimos anos para atender este aumento de demanda. O mais importante é que sempre que o produtor paranaense e brasileiro quiser usufruir do Porto de Paranaguá, ele estará preparado para receber estas cargas e operá-las da maneira mais ágil possível”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

A safra de grãos do ciclo 2016/2017 foi recorde, ao alcançar as 240 milhões de toneladas colhidas pelo Brasil, e coincidiu com a entrega de alguns dos principais investimentos previstos para o porto. “De 2011 a 2017, foram mais de R$ 868 milhões em investimento público. E neste período, a movimentação de cargas de Paranaguá teve um aumento de 25%”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

A exportação de soja foi o carro-chefe da alta, com mais de 11,4 milhões de toneladas exportadas ao longo do ano (a maior marca da história), mas o recorde geral também foi alcançado com o aumento nas movimentações de carga geral (máquinas, peças industriais e produtos de alto valor agregado), com 9,5 milhões operados; fertilizantes, com 8,8 milhões de toneladas importadas; derivados de petróleo, com 4,7 milhões de toneladas importadas; açúcar, 4,8 milhões de toneladas exportadas; farelos, com 4,5 milhões de toneladas embarcadas; e milho, com 3,5 milhões de toneladas exportadas.

Além de ultrapassar a marca das 50 milhões de toneladas pela primeira vez, o Porto de Paranaguá registrou vários outros recordes ao longo do ano. Ao todo, 17 marcas históricas foram batidas ao longo de 2017.

Foram alcançados os recordes históricos de movimentação diária, mensal, semestral e anual de cargas. Maior operação diária, semestral e anual de soja e de veículos. Maiores volumes de graneis sólidos, líquidos e carga geral. Maior fluxo de caminhões no Pátio de Triagem.

Entre as principais obras que tornaram possíveis estas marcas estão as campanhas continuadas de dragagem, reforma e aprofundamento do cais, instalação de novos shiploaders (carregadores de navios), construção de novos gates com novas balanças, automação dos equipamentos de controle de acesso, construção de novos tombadores, novos pátios de caminhões, entre outros.

Estes investimentos aumentaram em 33% a capacidade na descarga de grãos, multiplicaram o acesso de caminhões de fertilizantes, veículos e cargas gerais à faixa primária do porto e duplicaram a resistência do cais para operações.

Também foram feitas constantes campanhas de dragagens de manutenção, que garantiram a profundidade de projeto do canal de acesso e dos berços, permitindo que os maiores navios que atracam na costa brasileira pudessem operar em Paranaguá nas suas capacidades máximas de carga.

Em 2015 e 2016, o porto já tinha batido os recordes de movimentação do Corredor de Exportação, de embarque de açúcar, de desembarque de fertilizantes, movimentação de contêineres, desembarque de diesel e exportação de etanol, entre outros. Desde 2011, quando iniciou-se o atual pacote de investimentos, foram 45 recordes batidos.

Um grande feito é que todas estas marcas tenham sido batidas sem causar transtornos à cidade. Mesmo com o maior volume de cargas chegando e saindo de Paranaguá, as filas de caminhões foram extintas, os motoristas são orientados a não despejar grãos nas vias dos municípios e o processo de limpeza das ruas foi intensificado.

Fruto deste trabalho, o Porto de Paranaguá alcançou a liderança nacional do ranking de sustentabilidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) com o melhor desempenho ambiental entre mais de 100 portos públicos e privados.

Além disso, uma obra de revitalização da avenida Bento Rocha, principal via de acesso ao porto, e a construção de um viaduto na entrada da cidade, na continuação da BR-277, serão realizados com aportes do caixa próprio da Appa. Os mais de R$ 36 milhões são os maiores investimentos feitos pelo porto em toda a história na infraestrutura da cidade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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