Confiança de Serviços avança atingindo o maior nível desde abril de 2014
Houve alta da confiança em 5 das 13 principais atividades pesquisadas. “Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos meses, em fevereiro o crescimento da confiança esteve menos disseminado, concentrando-se em 38% dos segmentos pesquisados”, afirma Silvio Sales, consultor da FGV IBRE.
O desempenho positivo foi influenciado pela melhora tanto da situação atual quanto das perspectivas de curto prazo. O Índice da Situação Atual (ISA-S) subiu 1,2 ponto em fevereiro, para 87,4 pontos; o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 1,5 ponto, retornando ao patamar de março de 2014 (98,9 pontos).
O destaque no ISA-S foi o indicador que mede o volume de demanda atual, que avançou 1,5 ponto, para 87,2 pontos. No caso do IE-S, a maior contribuição foi dada pelo indicador que mede o otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes, que subiu 2,0 pontos, para 101,1 pontos, ultrapassando a barreira dos 100 pontos pela primeira vez desde fevereiro de 2014 (101,8 pontos). O NUCI do setor de Serviços variou -0,1 ponto percentual (p.p.) em fevereiro, para 82,2%.
Expectativas de contratações aumentando
Além da melhora dos quatro indicadores que integram o ICS, um outro sinalizador da evolução favorável do setor é o indicador que mede o ímpeto de contratações, que cresceu novamente em fevereiro, alcançando um saldo de 5,6 pontos entre empresas prevendo aumento/redução do quadro de pessoal. “Este movimento é relevante porque o setor de Serviços é o que mais emprega na economia. A evolução favorável vem sendo confirmada, com defasagem, pelos números recentes do emprego formal (CAGED), que apontam para o início de uma fase de recuperação do contingente de ocupados no setor”, observa Silvio Sales.








