Número de mulheres que optou por pequenos negócios dobrou em cinco anos

No Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira (8), o empreendedorismo feminino tem bons indicadores para comemorar. Nos últimos cinco anos, o número de mulheres brasileiras Microempreendedoras Individuais (MEI), cresceu 124%, saltando de um milhão e trezentas mil para 3 milhões. No Paraná, até fevereiro último, dos 391 mil microempreendedores individuais, 180 mil são mulheres, representando 46% do total, pouco abaixo da média nacional, que é de 48%. De acordo com dados da Receita Federal, o Rio de Janeiro é o estado em que as mulheres são a maioria com 51%. Já em Alagoas e Ceará, as empreendedoras representam a metade dos microempreendedores formalizados.

Quando se analisa a questão salarial, vai ano e entra ano, mas a situação pouco muda. Apesar do aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho das micro e pequenas empresas, elas ainda saem em desvantagem no quesito salário. Segundo dados do Caged, as mulheres contratadas no ano passado ganhavam, em média, R$ 1.281,87, ou R$ 150,03 a menos que os homens. Já entre as demitidas, que tinham um salário médio de R$ 1.380,73, a diferença salarial chegava a quase R$ 180. O maior contraste foi constatado entre as mulheres demitidas que tinham o ensino superior completo. Elas chegavam a ganhar quase R$ 1.200 a menos que os homens na mesma situação.

Eu fui buscar uma resposta no mercado de RH para este contraste, e o principal fator que faz com que a participação e salários das mulheres no mercado de trabalho sejam menores, por incrível que pareça, é a questão da dupla jornada, ou seja o trabalho e a casa. Inclusive quem contrata também tem essa seletividade. Muitas empresas preferem contratar homens às mulheres por saber que elas, em algum momento, vão precisar se ausentar mais do trabalho por causa dos filhos, sem contar é claro, que a mulher trabalha muito mais que os homens, somadas as horas dentro e fora de casa. Isso traz, além de cansaço, uma dispersão mental maior. Se tivéssemos, dentro do lar, relações mais equilibradas, isso certamente se refletiria no mercado.

Uma forma para reverter esse quadro é através de políticas públicas que possam, por exemplo, criar mais creches, além da conscientização do companheiro e da própria sociedade no sentido de dividir os afazeres domésticos e os cuidados com os filhos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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