Pagar comissão sobre as vendas de forma inadequada, além de trazer prejuízos às empresas é motivo de alta rotatividade

Entre todo e qualquer processo empresarial adotado hoje, a comissão de vendas é sem dúvida alguma a que menos foi motivo de padronização. Isso significa que cada empresa escolhe uma metodologia, uma métrica, uma premissa diferente para pagar o comissionamento de vendas. Comissionar vendedores de maneira inadequada pode causar prejuízos e até mesmo altos índices de turnover. Neste sentido, implantar as melhores práticas em comissionamento de vendas pode ser a solução para resolver esse tipo de problema. Entretanto, o empresário precisa conhecer as práticas que estão sendo utilizadas com sucesso e aplicá-las à realidade do seu negócio.

Eu conversei com alguns consultores de varejo e eles me disseram que Independente do cálculo do comissionamento de vendas escolhido pela empresa, é importante que o planejamento da comissão seja feito de forma a fomentar a venda de produtos ou serviços que trazem maior lucro para o negócio. Uma prática muito comum é calcular as comissões sobre o faturamento do mês anterior. Se a empresa vendeu o equivalente a R$ 50 mil e a comissão de vendas é de 0,5% do total do faturamento, o vendedor receberá R$ 250. Para estimular a equipe a vender mais, o recomendado é que a empresa determine qual é a meta de faturamento do mês e estipule um comissionamento diferenciado para quando a meta for atingida.

Outra prática comum é atribuir porcentuais para diferentes casos de vendas. Nesse tipo de comissionamento, calcula-se a comissão de vendas atribuindo diferentes porcentuais de acordo com alguns critérios, como o tipo de produto ou serviço, marca e condição de venda, se é à vista ou a prazo. Assim, o vendedor é estimulado a trabalhar melhor a qualidade da sua venda. Por exemplo, a empresa pode comissionar o vendedor em 2% sobre o valor da venda para o produto X e em 3% para o produto Y; ou, ainda, comissionar em 2% quando o pagamento for a prazo e em 3% quando for à vista.

Já algumas empresas pagam comissão sobre o lucro obtido. Nesse modelo de cálculo, o vendedor é estimulado a concentrar o seu foco em vendas cujos produtos tenham maior margem de contribuição e rentabilidade. Para escolher esse modelo de comissionamento de vendas, a empresa precisa abrir todos os números para a equipe, mantendo a transparência.

Agora, uma das melhores práticas é a automatização de cálculos e pagamentos. Utilizando um ERP, o cálculo dos porcentuais e dos valores das comissões ligadas às vendas de produtos ou serviços é automatizado. O sistema vincula também as informações das vendas às informações de origem do produto ou serviço e gera um relatório de comissionamento, incluindo as despesas no financeiro e na folha de pagamento do vendedor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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