Serviços para a melhor idade estão entre os negócios mais promissores para se empreender este ano
Entre os negócios em alta para se empreender este ano, conforme aponta pesquisa realizada pelo Sebrae, estão o de serviços para idosos. Aquela ideia de que as pessoas da terceira idade são dependentes financeiramente, não passa hoje de mito, uma vez que boa parte delas é responsável pelo sustento da família e muitos idosos continuam trabalhando depois da aposentadoria. Porém, nas horas livres, buscam exercer atividades que os estimulem a ter mais disposição física e desfrutar de momentos de lazer.
Neste sentido, os negócios que oferecem produtos ou serviços para promoção da saúde e prezem pela qualidade de vida da terceira idade são os que ganham mais força. Portanto, as academias de ginásticas e spas têm a oportunidade de ampliar o público atendido ou criar espaços específicos. O foco é oferecer um ambiente com atividades físicas e de lazer, que propiciem a integração social com acompanhamento em tempo integral. Também é importante ter serviços personalizados na área de reabilitação cognitiva, fisioterapia e reeducação alimentar. É essencial que, além da adaptação da estrutura física, o empreendimento monte uma equipe interdisciplinar com profissionais especializados e qualificados para lidar com esse público. Outros serviços que poderão ser explorados pelos empreendedores são o de transporte particular, aulas de música e dança, informática, atividades turísticas, e atendimento fisioterápico domiciliar.
Quanto à localização ideal para se estabelecer um Centro de Convivência ou outros serviços voltados para pessoas com mais de 60 anos estão as regiões metropolitanas ou lugares com grande concentração de idosos. Por isso, o primeiro passo é realizar uma pesquisa de mercado, avaliando a região quanto à concorrência, poder aquisitivo dos moradores, opções de lazer e pontos de interesse para o seu público-alvo. O estudo do local de instalação do Centro é muito importante, uma vez que, influenciará a formatação de serviços e estabelecerá a política de preços.
Já o valor do investimento varia de acordo com o custo do ponto comercial, benfeitorias necessárias e equipamentos que serão utilizados. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, não considerando o pagamento de “luvas” pela aquisição do ponto comercial com capacidade para atender em média até 50 clientes por dia, o empreendedor deverá dispor de cerca de R$ 230 mil.
Por fim, para se tornar mais competitivo é importante que o empreendedor dimensione o conjunto de serviços que será agregado. Também deve ser avaliado o custo-benefício desses serviços para a sobrevivência do negócio.








